E.M. João Augusto Chaves

Chegaram as Professoras, Estagiárias, Diretor e Motorista da E.M.João Augusto Chaves, escola rural de Araruama: Estagiárias: Lorrane Amanda Professoras: Vanessa Coelho Vanessa 2 Aline Diretor Antonio Carlos peço desculpas ao motorista, pois esqueci de perguntar seu nome. Começamos o encontro com uma ida ao jardim . Na volta, antes do Café, falamos sobre os bichos que existem onde moram e não existem nas cidades, já que as crianças vivem no campo. Falaram de cobras, tatus, bois, vacas, vagalumes, aranhas ,grilos, sapos, morcegos. Separamos os diurnos e noturnos. E começamos o Café, a mesa estava cheia. As crianças sempre adoram o pão que faço em casa. Tinha manteiga, geléia, mel e tomate ralado para passar no pão. Bolo de laranja, kibe de forno, uvas e bananas, biscoito de maizena. Leite com nescau, café com leite, sucos de uva e caju. E então começamos as leituras e brincadeiras poéticas. Fizemos a Orquestra Noturna, do livro Caixinha de Música, com os sons do poema; o poema Fadas e Bruxas, do livro Pera, Uva ou Maçã, enquanto eu lia, uma menina fazia os gestos da fada e da bruxa; a Receita de Espantar Tristeza com todos em pé fazendo as mímicas do poema. E O Perfume de quem se Ama, do livro Perfumes, todos fecharam os olhos para tentar se lembrar do perfume da pessoa muito amada, a maioria escolheu a mãe. Depois algumas crianças vieram até a frente ler alguns poemas. Algumas crianças leram bem, outras estão ainda em processo de alfabetização. São da quarta e quinta séries. A Escola tem Sala de Leitura e a Professora Vanessa Coelho sabe bem a importância capital que a leitura tem. Sessão de fotos no jardim e na areia da praia. E neste projeto, neste dia, sempre somos felizes para sempre.
CIEP 193 de Cabo Frio

Hoje, dia 20 de julho de 2023, recebi o CIEP 193 de Cabo Frio, pelas mãos da Professora Jucelma. Turmas misturadas de 6° e 7° séries. Hoje o tema do nosso encontro foi EMOÇÃO, pois eles estão trabalhando a Inteligência Emocional desde o começo do ano letivo, com a psicopedagoga Aline. A diferença que esse trabalho já fez é impressionante. São adolescentes com a sensibilidade em alta voltagem. Eles estão escrevendo textos sobre as suas vastas e muitas vezes confusas emoções. Um fato: as meninas sempre falam mais do que os meninos. E se expressam muito bem! Na chegada perguntei quanto tempo levaram na viagem de Cabo Frio a Saquarema. Uns disseram uma hora , outros uma hora e meia, outros duas horas. Uns falaram que foi tão rápido, outros que foi tão devagar. Então conversamos sobre o tempo: O tempo passa ou somos nós que passamos? Perguntei. E foi uma discussão muito boa! Li um poema do livro Caixinha de Música, que fiz com meu filho Guga Murray: O TEMPO O tempo escorregadio feito peixe, passa pela peneira e vai deixando pérolas, conchas, amigos, areia fininha no fundo da memória… O tempo, escorregadio feito a Lua, não para em nenhuma estação, e sobe gente e desce gente, e o tempo, o tempo todo em movimento. R.M Perguntei a eles que “peneira” era essa e uma menina respondeu que essa peneira era ela por dentro. Falamos de memória, de cheiros, de perfumes. Esse CIEP dá espaço para as emoções serem discitidas! Possuem uma oficina de arte. Há tanto afeto entre eles. E desenhistas, músicos, poetas. Outra aluna me perguntou se a cada poema eu sentia uma emoção. Preparar a mesa do Café é uma grande alegria. Amo. E pouco a pouco a mesa vai ficando linda. E espero a escola como se espera um tesouro. O motorista do ônibus alugado esteve presente o tempo todo e escreveu um poema pra mim, pois ficou claramente emocionado e impressionado: “Não sou poeta, mas resolvi tentar escrever um poema, escrevi esse poema para homenagear uma pessoa maravilhosa, pessoa essa que conheci a pouco tempo, pouco, mas suficiente para admirar, como não admirar a grande poeta Roseana Murray?” Eliseu Prometi fazer a apresentação do livro que estão escrevendo sobre as emoções. E sempre cumpro as minhas promessas.
E.M. Omar Faria Alfradique

A proprosta do Café, Pão e Texto é dar de presente algumas horas de pura alegria com um café da manhã e poesia. O dia 15/06/23 foi para a Escola Municipal Omar Faria Alfradique, de Silva Jardim. Eu receberia 30 alunos, mas afinal, para lotar o ônibus, vieram 39 mais o motorista, mais os professores. Umas 45 pessoas na varanda. Primeiro deixo que corram pelo jardim, que pulem bastante e respirem todo o verde. Depois passamos para o café da manhã. E só então, quando todos já estão de barriguinha cheia, sentamos para o texto. Como havia um professor de ciências, o Bruno, comecei pelos poemas do livro A Teia das Águas, que eu e Bia Hetzel fizemos em parceria. Havia uma teia de aranha bem grande do lado de fora da chaminé do fogão de lenha. Então, a partir dessa teia, li os poemas, interrompendo a leitura para que eles pudessem interagir com alguns versos. Fiz o mesmo com A Casa de Todos os Ninhos , também em parceria com a Bia, os dois editados pelo Instituto Coral Vivo. Foi uma festa para cada bicho que aparecia. O professor me ajudou a explicar algumas coisas e mergulhamos na dor das árvores cortadas, dos plásticos nos oceanos…eles e elas entenderam perfeitamente a teia da vida. Depois fiz brincadeiras com alguns poemas. A Professora Vanessa, que eu já conhecia da E.M.Joaquina, me trouxe um presente mais do que lindo, uma caneca com o título do projeto. A Professora Luciana, da Sala de Leitura ajudou a servir o café. O mar estava de ressaca e fomos só até a vegetação de restinga para eles “sentirem” o mar e para fazermos uma foto. Aprenderam que é essa vegetação que segura a areia. Foram muitos abraços maravilhosos na nossa despedida.
Café, Pão e Texto

Receber 30 Professoras dentro de casa não é o desejo do Café, Pão e Texto. Sempre tudo se passa na varanda. Mas hoje cedo, às 5h da manhã, quando acordei para fazer o pão e tomar o meu primeiro café lá fora olhando a noite ainda, não pude ficar. O Sudoeste já estava rasgando e assoviando. Então arrumei tudo dentro da sala para o meu encontro com as Professoras Alfabetizadoras de Tanguá, R.J. Foi muito lindo!!! Elas traziam experiências muito diversas, de realidades muito diversas. E muita garra e muitos problemas. Para resolver os problemas seria preciso um imenso desejo de quem pode resolvê-los. Os problemas: 1- Turmas grandes, com 25 alunos para o princípio da alfabetização. A Professora/or não consegue dar a atenção necessária, porque existem diferentes níveis de andamento. 2- A falta que a família faz junto ao aluno, a dificuldade de envolver a família. 3- Alunos especiais ainda sem diagnóstico e sem acompanhamento especial na sala de aula. As Professoras de Escolas Rurais me contaram que precisaram inventar estratégias muito diferentes, pois o mundo deles, o do campo, é outro. Sabemos que o Brasil ocupa internacionalmente os piores lugares no ranking Alfabetização e toda a atenção a esse começo que é a base para se formar um leitor que lê fluentemente e entende o que lê, é prioridade total. Ao mesmo tempo, elas me falaram das suas alegrias, das suas invenções e criações. Trocamos muitas ideias, muitos afetos. O café com meu pão, que é um ato de amor (e elas me contaram como os alunos demandam amor e atenção) com os acompanhamentos especiais, é o ponto alto do café. Fiz o tomate catalão, ralado no ralador e a casca fica na mão! com azeite e sal; um creme de queijo fresco com páprica e azeite; mel da montanha; geléia de amora, bolos muito bons da Padaria da Ponte. Essa é a hora das conversinhas. E o Sr. Motorista participou adorando. Quando vi já estavam lavando as canecas na cozinha! pois hoje não era o dia da Vanda. Passearam no jardim e fizemos uma outra rodada de texto com poemas e contei como já tive muitas notícias de Professoras que alfabetizam com poemas. E ficou estabelecido que escreverão crônicas ou poemas para um E book que o Jiddu K. Saldanha irá preparar,com a experiência de cada uma e se chamará “Um Dia Na Escola”. Faremos um lançamento em Tanguá, no teatro, no fim do ano. Terminei lendo um poema de abraço do livro Rios de Alegria e todos nos abraçamos muito muito muito. Ganhei uma cesta linda com um laço vermelho e frutos da terra: aipim, laranja, quiabo, beiju. E fomos felizes juntas para sempre.
E.M. Beatriz Amaral

Café, Pão e Texto. Esperando a escola. ♡♡♡♡♡♡♡♡♡ E a escola chegou. Uma escola rural de Saquarema, a E.M.Beatriz Amaral em Palmital As crianças trouxeram uma alegria imensa, pareciam passarinhos. Entraram e ocuparam a varanda, e antes de tudo perguntei se haviam tomado café na escola ou começaríamos antes do texto. Um menino me disse: – Não tomei café, guardei a barriga!!! Bolos, café com leite ou com chocolate, suco de goiaba, pão que fiz bem cedo de manhã, mel, requeijão e azeite, biscoitos. E depois correram pro jardim e brincaram muito. Outro menino me disse: -Descobri uma passagem secreta!!! Era a lateral da casa, para eles quase um túnel por onde se passa do jardim para a frente. Como eles moram na zona rural, perguntei que bichos eles viam. Me contaram que na escola há um casal de siriemas e eu tenho um poema de siriema. Amaram. Com cada poema que li fiz uma brincadeira. Escolhi poemas para brincar. Queriam muito conhecer a casa por dentro. Fiz uma excursão até o segundo andar, com seis alunos de cada vez, onde a vista do mar impressiona. Ao entrar na sala, Juan estava lendo e espontaneamente as crianças foram até a sua poltrona, um por um, para pedir a bênção. Na despedida pedi para cantarem uma música pra mim. Cantaram com coreografia e tudo! Obrigada Professoras Daniele Fialho Nilce Pereira, Marry Pereira e Monitora Bruna. Todas tão amorosas com seus alunos! Foi uma felicidade geral.
Escola Municipal Glycério Salles
No dia 13 de abril recebi a , de Italva, R.J, no Café, Pão e Texto. Atravessaram cinco horas e muita estrada para chegar até a minha casa! E depois a volta! É uma honra tão grande esse desejo da Escola de vir, que entendi que um café da manhã era pouco e ofereci um almoço. Os meninos e meninas eram maravilhosos, todas as qualidades possíveis. O grupo das aulas de música com a Professora Teresinha fez um concerto com teclado, flauta doce e scaleta. Tocaram meu poema “menina vaidosa” , musicado por Guga Murray , meu filho e outras musicas. Conversamos sobre tantos temas, sobre pensar, refletir, concordar e discordar com algum conhecimento e não de qualquer maneira. Sobre as verdadeiras amizades. Falamos de livros, eu li alguns poemas. Chamei meu amigo mímico também, entre seus sete instrumentos, o Jiddu K. Saldanha , que é leitor de Clube de Leitura da Casa Amarela, para apresentar um número de mímica para a Escola. Alunos e Professoras foram ao mar. Muitos nunca haviam visto o mar, como o Diego do Livro dos Abraços. Na cozinha a Vanda Oliveira e Lilia, a sua filha que veio para ajudá-la, descascavam cebolas, alhos, batatas, panelões no fogo. Com a ajuda de todos montamos um restaurante na varanda! Com o fogão de lenha aceso a comida ficou quentinha. Depois da sobremesa e descanso no jardim, com a presença do Samuel molhando a grama,sorteei 5 livros. Um casal de gêmeos foi sorteado!!! Gêmeos até na sorte. A alegria era tamanha que ocupava a casa inteira. Italva é uma cidade bem rural, me contou a Secretária de Educação, que esteve algumas horas presente, para minha felicidade. Então recebi a cesta mais linda: Iogurtes, queijos variados, farofa e torresmo., especialidades de Italva. A Biblioteca Marilda Mérida Gomes tem Bibliotecária e os alunos amam a biblioteca. Essa é a melhor notícia. Agradeço a Bibliotecária Juçara, a Simone, auxiliar de Biblioteca, que foi quem fez contato comigo, a Diretota Silvana, sua vice Mary e Adjunta Eliane e a Monica, Professora de Inglês e Português. Todos embarcaram, cada um da sua maneira, nessa linda aventura.
E.M. Professora Osíris Palmier da Veiga
Hoje recebi a E. M . Professora Osíris Palmier da Veiga, daqui de Barra Nova, crianças de 3° ao 5°, pelas mãos das Professoras. Devo dizer que as crianças eram simplesmente FANTÁSTICAS. Interessadas em tudo, criativas, amorosíssimas. Fizemos muitas brincadeiras poéticas depois do café. Sempre partindo dos poemas. Muitos foram comer no jardim com os amigos. Fiz dois pães recheados de queijo, saíram do forno direto pra mesa estalando de quentes. Tinha bolo, biscoitos, manteiga, azeite e mel para passar no pão. Os alunos me trouxeram um vidro cheio de biscoitos amanteigados fabricados por eles e anunciados como o melhor biscoito do mundo. Como a escola é perto da minha casa, vou marcar um dia para ensiná-los a fazer pão. As duas horas se passaram da maneira mais maravilhosa, todos saíram daqui cheios de alegria, uma das palavras mágicas que me deram de presente, entre outras. O mais incrível deste projeto, é que recebo crianças, adolescentes, EJA, Professores, Coordenadores de Salas de Leitura. E todo mundo adora.
E.E. Visconde de Itaboraí
Hoje recebi a E.E.VISCONDE DE ITABORAÍ em meu Café, Pão e Texto. O dia estalava de azul, feito papel de seda. Eram umas 22 normalistas e um homem apenas. Em breve serão Professoras e Professor do Fundamental I. O meu dia começou cedo. Fiz uma caminhada de 40 minutos e meia hora de musculação. Mas, até a chegada, estava tudo pronto: A mesa posta, o pão saindo do forno. A conversa foi linda. Tudo sobre Educação. Sou uma poeta que pensa muito e lê muito sobre o tema. Conheci tantas escolas ao longo dos 40 anos viajando! Elas irão começar a trabalhar logo, e precisam pensar sobre a literatura como personagem principal. Pensar que a Escola Pública hoje deve ser um espaço de humanização e leitura, sobretudo. Todos interagiram. Li alguns dos meus poemas e Bandeira e Elizabeth Bishop. Falamos de tanta coisa. Foi muito bom habitar essa Pasárgada hoje.
Escolas Municipais de Cabo Frio e Búzios
Neste Café, Pão e Texto, éramos um grupo bem pequeno de Professoras de E.Municipais de Cabo Frio e Búzios. Vieram pelas mãos de Prica Motta e foi um encontro esplêndido. Todas trabalham com Educação Infantil e Creche e ouvi as falas mais emocionantes. Dos acertos, das descobertas, de queixas. De como as crianças bem pequenas nos ensinam com seus olhares poéticos e de assombro. Da importância de ter um quintal. Da importância de escutar e ouvir essas crianças. Falei do tempo mítico da infância, da nossa sensação de abandono eterno e de como precisamos de amor, de sermos abraçados e acolhidos. Ficou acertado entre coordenadoras, professoras e uma diretora que mais encontros assim com poesia para compartilhar o que cada uma faz, são muito necessários.
E.M. Jurandir
Dia de receber escola para o Café, Pão e Texto é assim: acordo bem cedo pra fazer o pão e quando Vanda chega o pão já está quase pronto e completamos a mesa. Ventava muito e o café e o pão foram servidos na varanda e o texto dentro de casa. Roseléa Olímpio trouxe os bons leitores da Sala de Leitura da E.M.Jurandir em Sampaio Correia, que leva meu nome. Fizemos um sarau de poesia. Juntei alguns dos meus livros e abria um ao acaso e um aluno ou aluna lia o poema. Os temas do café eram puxados de cada poema. Falamos um pouco de tudo e foi muito bom. Disse pra eles que onde há palavras e negociação não há guerra. Onde há amor não pode haver violência. Falamos de paz, de construção, de acolhimento. De como algumas palavras são ninho e outras são facas. E fizemos um combinado: Ano que vem a Sala de Leitura fará uma oficina de declamação e Saraus periódicos. E a alegria era tanta que nenhum vento poderia desfazer.