{"id":809,"date":"2018-09-07T11:01:04","date_gmt":"2018-09-07T14:01:04","guid":{"rendered":"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/?p=809"},"modified":"2018-09-07T11:01:04","modified_gmt":"2018-09-07T14:01:04","slug":"joel-cardoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2018\/09\/07\/joel-cardoso\/","title":{"rendered":"Joel Cardoso"},"content":{"rendered":"<p><strong>POEMAS PARA METR\u00d4NOMO E VENTO<br \/>\nRoseana Murray \u2013 Guaratinguet\u00e1: Penalux, 2018, 110 p\u00e1ginas.<\/strong><\/p>\n<p>Roseana Murray, minha poeta maior&#8230;<\/p>\n<p>Estou em falta com voc\u00ea.<\/p>\n<p>Recebi, h\u00e1 j\u00e1 alguns dias (alguns dias?&#8230; que ironia!&#8230; j\u00e1 se passaram mais de 30 dias), pelo correio, o livro que me enviou.<\/p>\n<p>Cada livro seu \u00e9 um presente&#8230; presente dos deuses&#8230;<\/p>\n<p>\u201c&#8230; o que n\u00e3o pode \/ ser dito, \/ onde carregar?\u201d (\u201cEntre as p\u00e1ginas\u201d. p. 50.).<\/p>\n<p>Vou tentar me redimir, me justificar&#8230; Como estava \u00e0s voltas com a elabora\u00e7\u00e3o do meu MEMORIAL, para ascender ao n\u00edvel de PROFESSOR TITULAR (que submeto \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o da banca avaliativa no pr\u00f3ximo dia 2 de outubro), estive o tempo todo preocupado com esta (ingrata) tarefa. Tarefa, repito, ingrata e inc\u00f4moda, tentando organizar meu caos interior, mesmo sabendo ser \u201cImposs\u00edvel arrumar \/ o caos por onde trafegam \/ as horas (\u201cAs horas\u201d, p. 43). <\/p>\n<p>Seu livro, seus poemas \u2013 que bom! -, foram um b\u00e1lsamo que minimizaram minha ansiedade, meu atabalhoamento nesse percurso. Claro que cito voc\u00ea nesse memorial. Claro que transcrevo alguns de seus poemas. O poema \u201cAus\u00eancia\u201d (p. 62), por exemplo, abre a sess\u00e3o em que relembro o \u2018nosso\u2019 Latuf. No embalo subjetivo que demarcam os passos dessa dan\u00e7a rememorativa, pareceu-me que o poema foi escrito para ele&#8230; Poemas n\u00e3o t\u00eam endere\u00e7o&#8230; N\u00f3s os direcionamos&#8230; cada leitor se apodera deles amoldando-os \u00e0s suas car\u00eancias, \u00e0s suas subjetividades, aos seus devaneios&#8230;<\/p>\n<p>O poema se constr\u00f3i de palavras indiz\u00edveis, esta\u00e7\u00f5es que, ao aflorarem, redefinem, e alinhavam saberes necess\u00e1rios e insubstitu\u00edveis, dos quais n\u00f3s, \u00e0s vezes, nem mesmo suspeit\u00e1vamos. Retirando da vida o que de essencial a nossa sensibilidade permite. Por que \u201c&#8230; o poema se faz \/ com a vida que se vai \/ vivendo\u201d (\u201cFarinha e Aurora\u201d, p. 82). De repente, \u2018n\u00e3o mais que de repente\u2019, perguntamo-nos: \u201cDe onde vem \/ essa linha fina \/ de costurar poema?\u201d (p. 12). Vem dos anseios da alma, querida&#8230; <\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o primordial, a poesia se faz necess\u00e1ria. Se \u00e9 alimento para a alma de quem a produz, se torna, de forma similar, essencial para quem l\u00ea. Somos atravessados e modificados pelos versos, aves canoras que, ao sair do corpo do poema, pousam mansamente em nosso ser. E sentimos que \u00e9 como se sempre estivessem ali&#8230; <\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dos poemas tomamos consci\u00eancia de inst\u00e2ncias que desconhec\u00edamos, inst\u00e2ncias que n\u00e3o sup\u00fanhamos existirem em n\u00f3s&#8230; inst\u00e2ncias que, sufocadas, reprimidas, abafadas pelos ritos do cotidiano, buscam espa\u00e7o para, ao domesticar a nossa solid\u00e3o, quebrar muros cerceadores do nosso interior&#8230; N\u00e3o \u00e9 que \u201ca vida \/ n\u00e3o \u00e9 tarefa \/ pequena, \/ \u00e0s vezes \u00e9 dor \/ e pedra! (\u201cPipa\u201d, p. 17)?&#8230; No poema, os versos, ao se manifestarem plenos, alados, l\u00edrica e sonoramente, pousam de mansinho em n\u00f3s&#8230;<\/p>\n<p>Com a poesia desvendamos o que h\u00e1 de divino, o que h\u00e1 do sagrado-profano que paradoxalmente nos habita. Somos n\u00f3s mesmos e as nossas sombras, as nossas regi\u00f5es abissais dominadas, incorporadas&#8230; e somos, tamb\u00e9m, especularmente, o outro, em sua dimens\u00e3o paralela&#8230; A poesia \u00e9 o nosso registro de perman\u00eancia no ef\u00eamero que se eterniza. Atrav\u00e9s dela, despimos as nossas mascaras, abdicamos dos nossos nomes, dos prenomes, dos pronomes&#8230; Reinventamo-nos&#8230; Conferimo-nos novos rostos, novas fisionomias e nos (a)firmamos, nos reconhecemos em todos eles&#8230; Buscamos novos sentidos, mais que isso, necessitamos deles. \u201cComo desembara\u00e7ar \/ os fios, \/ os rios, \/ oceanos, \/ montanhas \/ as linhas do passado \/ e as teias do futuro?\u201d (\u201cBagagem\u201d, p. 57).<\/p>\n<p>A precariedade da palavra nos abre portas, nos conduz \u00e0s met\u00e1foras&#8230; met\u00e1foras que alteram a rota\u00e7\u00e3o do nosso universo&#8230;  <\/p>\n<p>Somos todos linguagem e escritura, signos e s\u00edmbolos, realidades e devaneios, interligamos o ef\u00eamero \u00e0 eternidade, soletramos alfabetos desconhecidos. Os poemas, ao se auto traduzirem, nos traduzem tamb\u00e9m. Textos que, numa teia intermin\u00e1vel, remetem a outros textos. \u201cUm verso simples, \/ sozinho, \/ n\u00e3o tece a manh\u00e3: \/ \u00e9 preciso um galo \/ e um sol, \/ nas m\u00e3os um sonho \/ ainda sujo de estrelas \/ ainda sujo de infinito.\u201d (\u201cUm verso e outro\u201d, p. 58).<\/p>\n<p>Assim como o dia, festa que nos surpreende a cada amanhecer, ao se revelar em suas nuances, movendo as nuvens do nosso c\u00e9u interior, a poesia nos encanta, nos comove, nos absorve, nos alimenta. Somos a mistura do que fomos, com aquilo que, no presente, nos tornamos&#8230; somos tamb\u00e9m as nossas expectativas futuras, os nossos desejos de agora entrela\u00e7ados \u00e0s marcas, aos vest\u00edgios de um passado que insiste, persiste, resiste. \u201cO passado \/ era essa \u00e1gua \/ estranha, \/ feita de tempo, \/ ilus\u00e3o, \/ bruma fugidia\u201d (p. 37), e, quase sempre, t\u00e3o exigente, t\u00e3o ali bem pertinho, de plant\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Apaziguamos a noite dos nossos desejos&#8230; acendemos estrelas novas na nossa constela\u00e7\u00e3o eivada de desejos, povoada de ansiedades, modeladas pela amplitude da nossa solid\u00e3o&#8230; E assim vamos n\u00f3s \u201cpelas ruas do tempo, \/ com as sobras, \/ o corpo abarrotado \/ de tudo o que pode \/ entornar no poema (\u201cSobras\u201d, p. 38).<\/p>\n<p>Presente, exig\u00eancia do agora, a vida singra e sangra na estrada dos versos&#8230; as palavras redefinem os contornos da nossa exist\u00eancia, realidade e sonho, testemunho e nega\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n<p>Voc\u00ea personifica, para mim, a nossa poeta maior. Uma poeta que, despindo as palavras do sentido que as vestes do cotidiano lhe atribuem, confere novos sentidos a elas.<\/p>\n<p>Seguimos sempre, por vezes, \u00e0 nossa revelia, sabendo que \u201cem algum lugar \/ o destino \/ prepara as suas \/ encruzilhadas\u201d (!Encruzilhadas\u201d, p. 61).<\/p>\n<p>E isso \u00e9 muito&#8230;<\/p>\n<p>Com voc\u00ea, me permito voar&#8230; Sabendo que \u201cPara al\u00e7ar voo \/ um pensamento \/ basta&#8230;\u201d (\u201cLi\u00e7\u00e3o de Voo, p. 52).<\/p>\n<p>Por isso eu a amo.<br \/>\nObrigado por tudo&#8230;<br \/>\nBeijos n\u2019alma<\/p>\n<p><strong>Joel Cardoso &#8211;  Universidade Federal do Par\u00e1 &#8211; UFPA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POEMAS PARA METR\u00d4NOMO E VENTO Roseana Murray \u2013 Guaratinguet\u00e1: Penalux, 2018, 110 p\u00e1ginas. Roseana Murray, minha poeta maior&#8230; Estou em falta com voc\u00ea. Recebi, h\u00e1 j\u00e1 alguns dias (alguns dias?&#8230; que ironia!&#8230; j\u00e1 se passaram mais de 30 dias), pelo correio, o livro que me enviou. Cada livro seu \u00e9 um presente&#8230; presente dos deuses&#8230; \u201c&#8230; o que n\u00e3o pode \/ ser dito, \/ onde carregar?\u201d (\u201cEntre as p\u00e1ginas\u201d. p. 50.). Vou tentar me redimir, me justificar&#8230; Como estava \u00e0s voltas com a elabora\u00e7\u00e3o do meu MEMORIAL, para ascender ao n\u00edvel de PROFESSOR TITULAR (que submeto \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o da banca avaliativa no pr\u00f3ximo dia 2 de outubro), estive o tempo todo preocupado com esta (ingrata) tarefa. Tarefa, repito, ingrata e inc\u00f4moda, tentando organizar meu caos interior, mesmo sabendo ser \u201cImposs\u00edvel arrumar \/ o caos por onde trafegam \/ as horas (\u201cAs horas\u201d, p. 43). Seu livro, seus poemas \u2013 que bom! -, foram um b\u00e1lsamo que minimizaram minha ansiedade, meu atabalhoamento nesse percurso. Claro que cito voc\u00ea nesse memorial. Claro que transcrevo alguns de seus poemas. O poema \u201cAus\u00eancia\u201d (p. 62), por exemplo, abre a sess\u00e3o em que relembro o \u2018nosso\u2019 Latuf. No embalo subjetivo que demarcam os passos dessa dan\u00e7a rememorativa, pareceu-me que o poema foi escrito para ele&#8230; Poemas n\u00e3o t\u00eam endere\u00e7o&#8230; N\u00f3s os direcionamos&#8230; cada leitor se apodera deles amoldando-os \u00e0s suas car\u00eancias, \u00e0s suas subjetividades, aos seus devaneios&#8230; O poema se constr\u00f3i de palavras indiz\u00edveis, esta\u00e7\u00f5es que, ao aflorarem, redefinem, e alinhavam saberes necess\u00e1rios e insubstitu\u00edveis, dos quais n\u00f3s, \u00e0s vezes, nem mesmo suspeit\u00e1vamos. Retirando da vida o que de essencial a nossa sensibilidade permite. Por que \u201c&#8230; o poema se faz \/ com a vida que se vai \/ vivendo\u201d (\u201cFarinha e Aurora\u201d, p. 82). De repente, \u2018n\u00e3o mais que de repente\u2019, perguntamo-nos: \u201cDe onde vem \/ essa linha fina \/ de costurar poema?\u201d (p. 12). Vem dos anseios da alma, querida&#8230; Cria\u00e7\u00e3o primordial, a poesia se faz necess\u00e1ria. Se \u00e9 alimento para a alma de quem a produz, se torna, de forma similar, essencial para quem l\u00ea. Somos atravessados e modificados pelos versos, aves canoras que, ao sair do corpo do poema, pousam mansamente em nosso ser. E sentimos que \u00e9 como se sempre estivessem ali&#8230; Atrav\u00e9s dos poemas tomamos consci\u00eancia de inst\u00e2ncias que desconhec\u00edamos, inst\u00e2ncias que n\u00e3o sup\u00fanhamos existirem em n\u00f3s&#8230; inst\u00e2ncias que, sufocadas, reprimidas, abafadas pelos ritos do cotidiano, buscam espa\u00e7o para, ao domesticar a nossa solid\u00e3o, quebrar muros cerceadores do nosso interior&#8230; N\u00e3o \u00e9 que \u201ca vida \/ n\u00e3o \u00e9 tarefa \/ pequena, \/ \u00e0s vezes \u00e9 dor \/ e pedra! (\u201cPipa\u201d, p. 17)?&#8230; No poema, os versos, ao se manifestarem plenos, alados, l\u00edrica e sonoramente, pousam de mansinho em n\u00f3s&#8230; Com a poesia desvendamos o que h\u00e1 de divino, o que h\u00e1 do sagrado-profano que paradoxalmente nos habita. Somos n\u00f3s mesmos e as nossas sombras, as nossas regi\u00f5es abissais dominadas, incorporadas&#8230; e somos, tamb\u00e9m, especularmente, o outro, em sua dimens\u00e3o paralela&#8230; A poesia \u00e9 o nosso registro de perman\u00eancia no ef\u00eamero que se eterniza. Atrav\u00e9s dela, despimos as nossas mascaras, abdicamos dos nossos nomes, dos prenomes, dos pronomes&#8230; Reinventamo-nos&#8230; Conferimo-nos novos rostos, novas fisionomias e nos (a)firmamos, nos reconhecemos em todos eles&#8230; Buscamos novos sentidos, mais que isso, necessitamos deles. \u201cComo desembara\u00e7ar \/ os fios, \/ os rios, \/ oceanos, \/ montanhas \/ as linhas do passado \/ e as teias do futuro?\u201d (\u201cBagagem\u201d, p. 57). A precariedade da palavra nos abre portas, nos conduz \u00e0s met\u00e1foras&#8230; met\u00e1foras que alteram a rota\u00e7\u00e3o do nosso universo&#8230; Somos todos linguagem e escritura, signos e s\u00edmbolos, realidades e devaneios, interligamos o ef\u00eamero \u00e0 eternidade, soletramos alfabetos desconhecidos. Os poemas, ao se auto traduzirem, nos traduzem tamb\u00e9m. Textos que, numa teia intermin\u00e1vel, remetem a outros textos. \u201cUm verso simples, \/ sozinho, \/ n\u00e3o tece a manh\u00e3: \/ \u00e9 preciso um galo \/ e um sol, \/ nas m\u00e3os um sonho \/ ainda sujo de estrelas \/ ainda sujo de infinito.\u201d (\u201cUm verso e outro\u201d, p. 58). Assim como o dia, festa que nos surpreende a cada amanhecer, ao se revelar em suas nuances, movendo as nuvens do nosso c\u00e9u interior, a poesia nos encanta, nos comove, nos absorve, nos alimenta. Somos a mistura do que fomos, com aquilo que, no presente, nos tornamos&#8230; somos tamb\u00e9m as nossas expectativas futuras, os nossos desejos de agora entrela\u00e7ados \u00e0s marcas, aos vest\u00edgios de um passado que insiste, persiste, resiste. \u201cO passado \/ era essa \u00e1gua \/ estranha, \/ feita de tempo, \/ ilus\u00e3o, \/ bruma fugidia\u201d (p. 37), e, quase sempre, t\u00e3o exigente, t\u00e3o ali bem pertinho, de plant\u00e3o&#8230; Apaziguamos a noite dos nossos desejos&#8230; acendemos estrelas novas na nossa constela\u00e7\u00e3o eivada de desejos, povoada de ansiedades, modeladas pela amplitude da nossa solid\u00e3o&#8230; E assim vamos n\u00f3s \u201cpelas ruas do tempo, \/ com as sobras, \/ o corpo abarrotado \/ de tudo o que pode \/ entornar no poema (\u201cSobras\u201d, p. 38). Presente, exig\u00eancia do agora, a vida singra e sangra na estrada dos versos&#8230; as palavras redefinem os contornos da nossa exist\u00eancia, realidade e sonho, testemunho e nega\u00e7\u00e3o da realidade. Voc\u00ea personifica, para mim, a nossa poeta maior. Uma poeta que, despindo as palavras do sentido que as vestes do cotidiano lhe atribuem, confere novos sentidos a elas. Seguimos sempre, por vezes, \u00e0 nossa revelia, sabendo que \u201cem algum lugar \/ o destino \/ prepara as suas \/ encruzilhadas\u201d (!Encruzilhadas\u201d, p. 61). E isso \u00e9 muito&#8230; Com voc\u00ea, me permito voar&#8230; Sabendo que \u201cPara al\u00e7ar voo \/ um pensamento \/ basta&#8230;\u201d (\u201cLi\u00e7\u00e3o de Voo, p. 52). Por isso eu a amo. Obrigado por tudo&#8230; Beijos n\u2019alma Joel Cardoso &#8211; Universidade Federal do Par\u00e1 &#8211; UFPA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":819,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-e-opinioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}