{"id":73,"date":"2013-09-23T10:33:10","date_gmt":"2013-09-23T13:33:10","guid":{"rendered":"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/?p=73"},"modified":"2013-09-23T10:33:10","modified_gmt":"2013-09-23T13:33:10","slug":"catedral-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2013\/09\/23\/catedral-do-mar\/","title":{"rendered":"Catedral do Mar"},"content":{"rendered":"<p>Ontem foi o encontro do nosso Clube de Leitura da Casa Amarela. Cedinho fiz os p\u00e3es e junto com a Vanda ,  uma comidinha \u00f3tima: arroz com bacalhau e pur\u00ea de ab\u00f3bora com leite de coco e coentro.  De sobremesa trouxe doces de Minas, H\u00e9lio e Fernando trouxeram cuscuz e Flora e Hector trouxeram um bolo cuja receita Flora experimentava pela primeira vez. Hector disse que ser\u00edamos cobaias, assim como os reis tinham algu\u00e9m que experimentava a comida antes para se saber se estava envenenada. A discuss\u00e3o do livro A Catedral do Mar de Ildefonso Falcones foi calorosa. Fernando come\u00e7ou citando o livro do meu marido Juan Arias, 50 Motivos para Amar o Nosso Tempo, para comentar que perto da Idade M\u00e9dia vivemos no melhor dos mundos. E todos falaram das crueldades terr\u00edveis que eram moeda comum e que hoje s\u00e3o imposs\u00edveis em quase todos os lugares, eu disse quase. Todos citaram as partes mais tristes, mais impressionantes. Maria Clara falou do personagem principal como um super her\u00f3i, mas apesar das improbabilidades dos encontros que o livro apresenta, a trama \u00e9 muito bem montada e voc\u00ea n\u00e3o respira at\u00e9 o final.Cristiano falou da complexidade do personagem Juan, irm\u00e3o adotivo de Arnau. Falamos do amor das m\u00e3es do livro. C\u00e9sar achou que Mar era a personagem mais fraca, menos bem constru\u00edda.Maria Clara achou que o encontro final entre os dois ficou muito amb\u00edguo. Falamos da inquisi\u00e7\u00e3o e principalmente do poder. Ronaldo sublinhou que para ele a quest\u00e3o principal do livro era esta. Gil falou que as coisas n\u00e3o mudaram tanto. Os pobres continuam sendo sempre os grandes injusti\u00e7ados. Falamos dos judeus, das injusti\u00e7as sofridas. Todos concordaram que o livro era uma aula de hist\u00f3ria, Maria Clara frisou o quanto aprendemos sobre Barcelona e a Idade M\u00e9dia e como o livro est\u00e1 bem fundamentado. Ela trouxe um livro sobre o G\u00f3tico e mostrou as fotos da Catedral do Mar. Juan trouxe v\u00e1rias cr\u00edticas que sa\u00edram no El Pa\u00eds, seu jornal, cr\u00edticas que acabaram com o livro, dizendo que \u00e9 um quase pl\u00e1gio do livro Os Pilares da Terra e \u00e9 catalanista. Eu acho que sim, o autor se inspirou nos Pilares da Terra, de Ken Fowlet e n\u00e3o sei se isso \u00e9 um crime, a Idade M\u00e9dia est\u00e1 a\u00ed em mil livros de hist\u00f3ria e cada autor faz o que quiser com este material riqu\u00edssimo. A trama \u00e9 diferente, os personagens s\u00e3o diferentes.N\u00e3o acho que o livro seja catalanista, ele simplesmente conta a hist\u00f3ria de Barcelona.  Chico achou o livro grande demais, ele poderia ter menos umas 150 p\u00e1ginas, ele disse, mas Maria Clara discordou, \u00e9 aventura at\u00e9 o final. Discutimos qual das mulheres seria o grande amor da vida do Arnau e as opini\u00f5es foram divergentes. Gil falou que no livro, os personagens de alguma maneira davam a volta por cima e conseguiam sobreviver e naquele tempo isso j\u00e1 era muito. C\u00e9sar disse que Arnau era um homem bom, mas a sua vingan\u00e7a n\u00e3o combinava com a sua bondade. Mas achamos muito justa a sua vingan\u00e7a por tudo o que sofreu. Angela, que trabalha na Sala de Leitura da escola Ozires, ganhou um aplauso pela homenagem que vai receber por seu trabalho, homenagem mais do que merecida.A Angela que veio do Rio falou da crueldade contra os judeus e trouxe livros da StellaMaris Rezende que foram sorteados durante o almo\u00e7o. O poeta escolhido era Lorca e Juan leu esplendidamente La Casada Infiel em espanhol. Ronaldo trouxe o viol\u00e3o e cantou sua vers\u00e3o musical do Verde que te quero Verde.Gil, H\u00e9lio, Fernando leram belos poemas e Chico fez um poema sobre o Mar brincando com a personagem.  Minha editora Carolina, da Rovelle, veio e sua do\u00e7ura pairava pela sala. Eu falei da saudade imensa que sinto dos encontros aqui em casa com as escolas, do nosso lindo Caf\u00e9 da Manh\u00e3 Liter\u00e1rio. Maria Clara, Cristiano e Ronaldo , que se encontraram na Rodovi\u00e1ria do Rio para vir para Saquarema, de tanto conversar, perderam o \u00f4nibus que havia mudado de plataforma e tiveram que vir de t\u00e1xi para chegar a tempo.<br \/>\nNa mesa do almo\u00e7o \u00e9ramos uma grande fam\u00edlia unida pelos livros. E tomara que este Clube siga por muitos e muitos anos.<br \/>\nO nosso pr\u00f3ximo encontro ser\u00e1 no dia 16 de novembro e leremos As Brasas do Sandor Maarai, que j\u00e1 li duas vezes e lerei pela terceira. N\u00e3o conhe\u00e7o a poesia h\u00fangara e vamos trazer trazer algum poema h\u00fangaro. Ronaldo vai pesquisar e trazer alguma m\u00fasica para viol\u00e3o.<br \/>\nE o encontro ser\u00e1 no s\u00edtio de um dos participantes. A todos os que estiveram aqui comigo meu mais profundo agradecimento.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem foi o encontro do nosso Clube de Leitura da Casa Amarela. Cedinho fiz os p\u00e3es e junto com a Vanda , uma comidinha \u00f3tima: arroz com bacalhau e pur\u00ea de ab\u00f3bora com leite de coco e coentro. De sobremesa trouxe doces de Minas, H\u00e9lio e Fernando trouxeram cuscuz e Flora e Hector trouxeram um bolo cuja receita Flora experimentava pela primeira vez. Hector disse que ser\u00edamos cobaias, assim como os reis tinham algu\u00e9m que experimentava a comida antes para se saber se estava envenenada. A discuss\u00e3o do livro A Catedral do Mar de Ildefonso Falcones foi calorosa. Fernando come\u00e7ou citando o livro do meu marido Juan Arias, 50 Motivos para Amar o Nosso Tempo, para comentar que perto da Idade M\u00e9dia vivemos no melhor dos mundos. E todos falaram das crueldades terr\u00edveis que eram moeda comum e que hoje s\u00e3o imposs\u00edveis em quase todos os lugares, eu disse quase. Todos citaram as partes mais tristes, mais impressionantes. Maria Clara falou do personagem principal como um super her\u00f3i, mas apesar das improbabilidades dos encontros que o livro apresenta, a trama \u00e9 muito bem montada e voc\u00ea n\u00e3o respira at\u00e9 o final.Cristiano falou da complexidade do personagem Juan, irm\u00e3o adotivo de Arnau. Falamos do amor das m\u00e3es do livro. C\u00e9sar achou que Mar era a personagem mais fraca, menos bem constru\u00edda.Maria Clara achou que o encontro final entre os dois ficou muito amb\u00edguo. Falamos da inquisi\u00e7\u00e3o e principalmente do poder. Ronaldo sublinhou que para ele a quest\u00e3o principal do livro era esta. Gil falou que as coisas n\u00e3o mudaram tanto. Os pobres continuam sendo sempre os grandes injusti\u00e7ados. Falamos dos judeus, das injusti\u00e7as sofridas. Todos concordaram que o livro era uma aula de hist\u00f3ria, Maria Clara frisou o quanto aprendemos sobre Barcelona e a Idade M\u00e9dia e como o livro est\u00e1 bem fundamentado. Ela trouxe um livro sobre o G\u00f3tico e mostrou as fotos da Catedral do Mar. Juan trouxe v\u00e1rias cr\u00edticas que sa\u00edram no El Pa\u00eds, seu jornal, cr\u00edticas que acabaram com o livro, dizendo que \u00e9 um quase pl\u00e1gio do livro Os Pilares da Terra e \u00e9 catalanista. Eu acho que sim, o autor se inspirou nos Pilares da Terra, de Ken Fowlet e n\u00e3o sei se isso \u00e9 um crime, a Idade M\u00e9dia est\u00e1 a\u00ed em mil livros de hist\u00f3ria e cada autor faz o que quiser com este material riqu\u00edssimo. A trama \u00e9 diferente, os personagens s\u00e3o diferentes.N\u00e3o acho que o livro seja catalanista, ele simplesmente conta a hist\u00f3ria de Barcelona. Chico achou o livro grande demais, ele poderia ter menos umas 150 p\u00e1ginas, ele disse, mas Maria Clara discordou, \u00e9 aventura at\u00e9 o final. Discutimos qual das mulheres seria o grande amor da vida do Arnau e as opini\u00f5es foram divergentes. Gil falou que no livro, os personagens de alguma maneira davam a volta por cima e conseguiam sobreviver e naquele tempo isso j\u00e1 era muito. C\u00e9sar disse que Arnau era um homem bom, mas a sua vingan\u00e7a n\u00e3o combinava com a sua bondade. Mas achamos muito justa a sua vingan\u00e7a por tudo o que sofreu. Angela, que trabalha na Sala de Leitura da escola Ozires, ganhou um aplauso pela homenagem que vai receber por seu trabalho, homenagem mais do que merecida.A Angela que veio do Rio falou da crueldade contra os judeus e trouxe livros da StellaMaris Rezende que foram sorteados durante o almo\u00e7o. O poeta escolhido era Lorca e Juan leu esplendidamente La Casada Infiel em espanhol. Ronaldo trouxe o viol\u00e3o e cantou sua vers\u00e3o musical do Verde que te quero Verde.Gil, H\u00e9lio, Fernando leram belos poemas e Chico fez um poema sobre o Mar brincando com a personagem. Minha editora Carolina, da Rovelle, veio e sua do\u00e7ura pairava pela sala. Eu falei da saudade imensa que sinto dos encontros aqui em casa com as escolas, do nosso lindo Caf\u00e9 da Manh\u00e3 Liter\u00e1rio. Maria Clara, Cristiano e Ronaldo , que se encontraram na Rodovi\u00e1ria do Rio para vir para Saquarema, de tanto conversar, perderam o \u00f4nibus que havia mudado de plataforma e tiveram que vir de t\u00e1xi para chegar a tempo. Na mesa do almo\u00e7o \u00e9ramos uma grande fam\u00edlia unida pelos livros. E tomara que este Clube siga por muitos e muitos anos. O nosso pr\u00f3ximo encontro ser\u00e1 no dia 16 de novembro e leremos As Brasas do Sandor Maarai, que j\u00e1 li duas vezes e lerei pela terceira. N\u00e3o conhe\u00e7o a poesia h\u00fangara e vamos trazer trazer algum poema h\u00fangaro. Ronaldo vai pesquisar e trazer alguma m\u00fasica para viol\u00e3o. E o encontro ser\u00e1 no s\u00edtio de um dos participantes. 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