{"id":622,"date":"2017-07-18T18:33:59","date_gmt":"2017-07-18T21:33:59","guid":{"rendered":"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/?p=622"},"modified":"2017-07-18T18:33:59","modified_gmt":"2017-07-18T21:33:59","slug":"clube-de-leitura-da-casa-amarela-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2017\/07\/18\/clube-de-leitura-da-casa-amarela-6\/","title":{"rendered":"Clube de Leitura da Casa Amarela"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20045641_1383442141763635_2620214734865199040_o.jpg\" alt=\"20045641_1383442141763635_2620214734865199040_o\" width=\"1024\" height=\"768\" class=\"alignnone size-full wp-image-623\" \/><\/p>\n<p>Uma vez por ano o nosso Clube de Leitura da Casa Amarela funciona na casinha branca na montanha. \u00c9 uma maneira de dividir esse espa\u00e7o dentro da mata, esse espa\u00e7o m\u00e1gico, com amigos, que como eu, amam livros e \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Muitos habitantes do Clube n\u00e3o puderam vir, mas recebemos a visita maravilhosa de tr\u00eas baianos.<\/p>\n<p>Max, Sara e Fabiane. Vieram de Salvador e Tucano, no Sert\u00e3o, fizeram essa imensa viagem s\u00f3 para estar aqui. Max e Sara fazem Doutorado sobre leitura e nosso Clube est\u00e1 dentro de suas pesquisas.<\/p>\n<p>Karine, que tem um s\u00edtio por aqui, veio e tavez leve essa experi\u00eancia para o Curso de Pedagogia da Faculdade Celso Lisboa, onde \u00e9 uma das Diretoras.<\/p>\n<p>Conversar sobre Cem Anos de Solid\u00e3o, \u00e9 tarefa imensa. Por onde se come\u00e7a?<\/p>\n<p>Cem Anos mistura os relatos b\u00edblicos e as 1001 Noites, e o maravilhoso est\u00e1 presente em cada p\u00e1gina.E pouco a pouco somos contaminados. N\u00e3o com a peste da ins\u00f4nia, mas com a peste da beleza.<\/p>\n<p>Cem Anos come\u00e7a e termina com um incesto. <\/p>\n<p>Seguimos a trilha dos acontecimentos mais marcantes. Os personagens mais incr\u00edveis, as cenas mais inesquec\u00edveis, as que nos assombram por seu extremo grau de beleza.<\/p>\n<p>Cem Anos funda seus alicerces na poesia e quando se entra em Macondo se ganha a chave para quase decifrar o tempo e a condi\u00e7\u00e3o humana.<br \/>\nFalamos da circularidade do tempo, de fim e recome\u00e7o, de como os mortos de Macondo nos trazem nossos pr\u00f3prios mortos. <\/p>\n<p>Macondo, em seu come\u00e7o, quando \u00darsula Iguar\u00e1n ainda n\u00e3o encontrou a sa\u00edda e nem trouxe os forasteiros, \u00e9 a nossa inf\u00e2ncia, nosso para\u00edso perdido, onde as coisas ainda n\u00e3o tinham nome.<\/p>\n<p>Falamos de Melqu\u00edades e seu conhecimento maravilhoso que de certa maneira tamb\u00e9m funda Macondo.<\/p>\n<p>Falamos dos amores desvairados e da extrema beleza da linguagem que nos leva ao c\u00e9u com Rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>A beleza feita de palavras que se transformam em cheiros e sons, em imagens t\u00e3o belas como nunca houve, em pura poesia.<\/p>\n<p>Falamos das guerras. Do desatino das guerras , do seu n\u00e3o sentido: a pr\u00f3pria materializa\u00e7\u00e3o da loucura humana.<\/p>\n<p>Falamos da nossa pobre Am\u00e9rica Latina- Macondo em seus estertores.<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o, reconstru\u00e7\u00e3o, vidamortevida, Gabo apaga essas fronteiras.<\/p>\n<p>Dois irm\u00e3os, C\u00e9sar e Chico, trouxeram epis\u00f3dios de sua inf\u00e2ncia no interior que poderiam estar em Macondo.<\/p>\n<p>Cada um entrou em Macondo do seu jeito. E quando a \u00faltima palavra do pergaminho \u00e9 decifrada, queremos voltar ao come\u00e7o e viver tudo outra vez.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o a todos que vieram por todos os meios: \u00f4nibus, carro, avi\u00e3o, a p\u00e9, de tapete voador:<br \/>\nJose Augusto Messias, Maximiano Martins de Meireles, Fabiane, Sara, H\u00e9lio, Fernando, Cesar Alves, Fatima Chico Peres, Denise, K\u00e1tia, Salvador Almeida, Karine, Gilcilene Cardosoe seu marido, Evelyn Kligerman.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o ao meu filho Andre Murray que fez a feijoada no Babel Restaurante e a torta sacher dos aniversariantes.<br \/>\nOs ausentes estiveram presentes.<\/p>\n<p>Cristiano Mota Mendes e Ana e Suzana Vargas que quase vieram. Cristiano com sua Macondo-Maioba.<\/p>\n<p>E William Amorim com quem tambem discuti o livro e que gostaria de ter estado aqui, certamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma vez por ano o nosso Clube de Leitura da Casa Amarela funciona na casinha branca na montanha. \u00c9 uma maneira de dividir esse espa\u00e7o dentro da mata, esse espa\u00e7o m\u00e1gico, com amigos, que como eu, amam livros e \u00e1rvores. Muitos habitantes do Clube n\u00e3o puderam vir, mas recebemos a visita maravilhosa de tr\u00eas baianos. Max, Sara e Fabiane. Vieram de Salvador e Tucano, no Sert\u00e3o, fizeram essa imensa viagem s\u00f3 para estar aqui. Max e Sara fazem Doutorado sobre leitura e nosso Clube est\u00e1 dentro de suas pesquisas. Karine, que tem um s\u00edtio por aqui, veio e tavez leve essa experi\u00eancia para o Curso de Pedagogia da Faculdade Celso Lisboa, onde \u00e9 uma das Diretoras. Conversar sobre Cem Anos de Solid\u00e3o, \u00e9 tarefa imensa. Por onde se come\u00e7a? Cem Anos mistura os relatos b\u00edblicos e as 1001 Noites, e o maravilhoso est\u00e1 presente em cada p\u00e1gina.E pouco a pouco somos contaminados. N\u00e3o com a peste da ins\u00f4nia, mas com a peste da beleza. Cem Anos come\u00e7a e termina com um incesto. Seguimos a trilha dos acontecimentos mais marcantes. Os personagens mais incr\u00edveis, as cenas mais inesquec\u00edveis, as que nos assombram por seu extremo grau de beleza. Cem Anos funda seus alicerces na poesia e quando se entra em Macondo se ganha a chave para quase decifrar o tempo e a condi\u00e7\u00e3o humana. Falamos da circularidade do tempo, de fim e recome\u00e7o, de como os mortos de Macondo nos trazem nossos pr\u00f3prios mortos. Macondo, em seu come\u00e7o, quando \u00darsula Iguar\u00e1n ainda n\u00e3o encontrou a sa\u00edda e nem trouxe os forasteiros, \u00e9 a nossa inf\u00e2ncia, nosso para\u00edso perdido, onde as coisas ainda n\u00e3o tinham nome. 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