{"id":3132,"date":"2024-02-27T19:09:46","date_gmt":"2024-02-27T19:09:46","guid":{"rendered":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/?p=3132"},"modified":"2024-02-27T19:10:55","modified_gmt":"2024-02-27T19:10:55","slug":"sonhos-de-transgressao-fatima-mernissi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2024\/02\/27\/sonhos-de-transgressao-fatima-mernissi\/","title":{"rendered":"Sonhos de Transgress\u00e3o &#8211; F\u00e1tima Mernissi"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3133\" src=\"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-18.30.11-1024x768.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-18.30.11-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-18.30.11-300x225.jpeg 300w, https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-18.30.11-768x576.jpeg 768w, https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WhatsApp-Image-2024-02-24-at-18.30.11.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Fiz couscous marroquino, uma refer\u00eancia ao Marrocos. Os outros pratos eram de comida bem brasileira: arroz, feij\u00e3o mulatinho, carne mo\u00edda com lingui\u00e7a em molho de tomate, ab\u00f3bora e salada verde. Fiz p\u00e3o. Muitos trouxeram prosecco, pois fazia um calor terr\u00edvel.<\/p>\n<p>Nosso livro, Sonhos de Transgress\u00e3o, nos levou para o har\u00e9m, em Fez, no Marrocos, onde nasceu a autora Fatima Mernissi.<\/p>\n<p>Na verdade conhecemos dois tipos de har\u00e9m, um monog\u00e2mico, na Medina, na cidade e outro no campo, com v\u00e1rias mulheres e um s\u00f3 marido.<\/p>\n<p>Eram os anos quarenta e o Marrocos estava mudando. Uma fatia da sociedade j\u00e1 rejeitava a poligamia como um costume bem atrasado.<\/p>\n<p>F\u00e1tima Mernissi, coloca a si mesma crian\u00e7a como narradora. Ela e seu primo Samir querem entender aquele mundo. Eles se perguntam e a todas as mulheres, o que \u00e9 um har\u00e9m, por que as mulheres n\u00e3o podem sair, porque tantas fronteiras?<\/p>\n<p>N\u00e3o andamos muito pelas ruas da Medina, pois j\u00e1 que as personagens mulheres n\u00e3o podiam sair, ficamos juntos, leitores\/as\/personagens, no terra\u00e7o onde se contavam hist\u00f3rias, se desenhava, se fazia teatro, se aprendia a voar.<\/p>\n<p>Se aprendia a desejar outras possibilidades de vida. Sonhos de Transgress\u00e3o.<\/p>\n<p>O que faz Fatima Mernissi \u00e9 exatamente isso:<br \/>\nEla nos coloca l\u00e1 dentro do har\u00e9m da cidade, onde todas buscam os momentos m\u00e1gicos da desobedi\u00eancia, quando se ouve r\u00e1dio, as cantoras do momento, o que n\u00e3o \u00e9 permitido. A estadia no har\u00e9m do campo tamb\u00e9m \u00e9 bel\u00edssima, sem port\u00f5es que fechassem o har\u00e9m, mas com fronteiras respeitadas, apesar de invis\u00edveis.<\/p>\n<p>Sabemos que Fatima Mernissi estudou, saiu do har\u00e9m, cumpriu o sonho de liberdade de sua m\u00e3e, de sua av\u00f3.<\/p>\n<p>Trouxemos para o encontro poemas marroquinos. Nosso leitor franc\u00eas levou um poema de uma poeta palestina. Os poemas que foram lidos eram muito bons.<br \/>\nPara ousar o voo, num momento de opress\u00e3o, poesia, literatura, m\u00fasica, teatro, arte!<\/p>\n<p>Edith Lacerda abriu o encontro contando a hist\u00f3ria de Sherazade. Edith \u00e9 contadora de hist\u00f3rias e foi um grande deleite.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PS: Agradecimentos a Vanda Oliveira , Lilia, sua filha, Samuel, nosso jardineiro, por tudo o que fazem para que tudo d\u00ea certo, no encontro do Clube de Leitura da Casa Amarela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fiz couscous marroquino, uma refer\u00eancia ao Marrocos. Os outros pratos eram de comida bem brasileira: arroz, feij\u00e3o mulatinho, carne mo\u00edda com lingui\u00e7a em molho de tomate, ab\u00f3bora e salada verde. Fiz p\u00e3o. Muitos trouxeram prosecco, pois fazia um calor terr\u00edvel. Nosso livro, Sonhos de Transgress\u00e3o, nos levou para o har\u00e9m, em Fez, no Marrocos, onde nasceu a autora Fatima Mernissi. Na verdade conhecemos dois tipos de har\u00e9m, um monog\u00e2mico, na Medina, na cidade e outro no campo, com v\u00e1rias mulheres e um s\u00f3 marido. Eram os anos quarenta e o Marrocos estava mudando. Uma fatia da sociedade j\u00e1 rejeitava a poligamia como um costume bem atrasado. F\u00e1tima Mernissi, coloca a si mesma crian\u00e7a como narradora. Ela e seu primo Samir querem entender aquele mundo. Eles se perguntam e a todas as mulheres, o que \u00e9 um har\u00e9m, por que as mulheres n\u00e3o podem sair, porque tantas fronteiras? N\u00e3o andamos muito pelas ruas da Medina, pois j\u00e1 que as personagens mulheres n\u00e3o podiam sair, ficamos juntos, leitores\/as\/personagens, no terra\u00e7o onde se contavam hist\u00f3rias, se desenhava, se fazia teatro, se aprendia a voar. Se aprendia a desejar outras possibilidades de vida. Sonhos de Transgress\u00e3o. O que faz Fatima Mernissi \u00e9 exatamente isso: Ela nos coloca l\u00e1 dentro do har\u00e9m da cidade, onde todas buscam os momentos m\u00e1gicos da desobedi\u00eancia, quando se ouve r\u00e1dio, as cantoras do momento, o que n\u00e3o \u00e9 permitido. A estadia no har\u00e9m do campo tamb\u00e9m \u00e9 bel\u00edssima, sem port\u00f5es que fechassem o har\u00e9m, mas com fronteiras respeitadas, apesar de invis\u00edveis. Sabemos que Fatima Mernissi estudou, saiu do har\u00e9m, cumpriu o sonho de liberdade de sua m\u00e3e, de sua av\u00f3. Trouxemos para o encontro poemas marroquinos. Nosso leitor franc\u00eas levou um poema de uma poeta palestina. Os poemas que foram lidos eram muito bons. Para ousar o voo, num momento de opress\u00e3o, poesia, literatura, m\u00fasica, teatro, arte! Edith Lacerda abriu o encontro contando a hist\u00f3ria de Sherazade. 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