{"id":2497,"date":"2013-09-24T10:32:10","date_gmt":"2013-09-24T13:32:10","guid":{"rendered":"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/?p=71"},"modified":"2013-09-24T10:32:10","modified_gmt":"2013-09-24T13:32:10","slug":"as-brasas-no-clube-de-leitura-da-casa-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2013\/09\/24\/as-brasas-no-clube-de-leitura-da-casa-amarela\/","title":{"rendered":"As brasas no Clube de Leitura da Casa Amarela"},"content":{"rendered":"<p>Com a falta,abonada por todos, da nossa querida Roseana , por motivo dos mais felizes \u2013 o nascimento de sua neta Gabriela, de seu filho Andr\u00e9 com Dani Keiko \u2013 realizamos s\u00e1bado passado nossa reuni\u00e3o liter\u00e1ria sobre o livro As Brasas do h\u00fangaro S\u00e1ndorM\u00e1rai.. (Benvinda, Gabriela! Sa\u00fade!).<\/p>\n<p>H\u00e9lio e Fernando, membros honor\u00e1rios do grupo, compareceram para o debate, seguido de delicioso almo\u00e7o, entre antigos e novatos do Clube flutuante: Juan Arias, escritor e esposo de Roseana, os professores Felipe, Adelaide e Maria Clara, o poeta-vereador Chico Peres, seu irm\u00e3o C\u00e9sar e F\u00e1tima Alves, Hecto e Flora , Gil , a reaparecida Leila e os estreantes Jonas ,Pollyana e Lenivaldo Aus\u00eancias mais lembradas: as \u00c2ngelas.<\/p>\n<p>Incumbida,como leitora veterana, de subsistir Roseana na condu\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o, dei o chute inicial de que o livro tratava da forma\u00e7\u00e3o de uma longa amizade \u2013 entre Henrik e Konrad &#8211; desde a inf\u00e2ncia, intermediada pela forma\u00e7\u00e3o na maturidade de um tri\u00e2ngulo amoroso entre dois amigos e a mulher , que uma vez rompido, pela fuga sem explica\u00e7\u00e3o de Konrad teria causado consequ\u00eancias irrevers\u00edveis na vida dos tr\u00eas: o general Henrik esperaria por 41 anos e alguns dias a volta de seu amigo para apurar uma verdade.<\/p>\n<p>A minha hip\u00f3tese de que a hist\u00f3ria nos apresentaria um tri\u00e2ngulo amoroso na rela\u00e7\u00e3o entre os principais personagens gerou imediatamente acalorada diverg\u00eancia de opini\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a este ponto:se teria ou n\u00e3o havido um vetor homossexual entre os amigos no tri\u00e2ngulo que viveram.Leila disse n\u00e3o ter imaginado isso nenhuma vez sequer na leitura do livro, que nada havia de concreto, nem de sugestivo em rela\u00e7\u00e3o a isso. Fernando ponderou que se o pr\u00f3prio Konrad teria apresentado Kriztina ao amigo Henrik, vindo depois a torn\u00e1-la sua amante isso era sim ind\u00edcio de uma posse indireta do corpo do amigo; Jonas declarou que no come\u00e7o achou &#8220;que eles iriam se pegar&#8221;; Felipe fez uma coloca\u00e7\u00e3o pessoal de que j\u00e1 vivera amizade de um tipo assim bem estreita, de complementariedade, tamb\u00e9m seguida de afastamento e tinha sido mal-interpretada, sem nada de sexual ter havido, perguntou se as pessoas do grupo vivenciaram algo assim; muitos concordaram que viveram situa\u00e7\u00f5es sentimentais algo confusas. Chico, C\u00e9sar e Felipe leram \u00e0 prop\u00f3sito trechos do livro que falam da presen\u00e7a de Eros nas amizades, na leitura quando jovem e releitura da teoria de amor de Plat\u00e3o da personagem do general em sua busca de compreender a amizade; mencionei os ensaios de Montaigne sobre a amizade como uma rela\u00e7\u00e3o onde somos narcisos do outro \u2013 do amigo que possu\u00edmos;<\/p>\n<p>Juan, conduzindo-nos para um debate propriamente mais liter\u00e1rio do livro, lembrou trechos de grande qualidade po\u00e9tica como os da descri\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, feita pelo general, da ca\u00e7ada, em que Konrad apontando um cervo por detr\u00e1s de Henrik teria a oportunidade de mat\u00e1-lo se quisesse, fingir que sua morte teria sido fruto de um acidente para ficar com sua mulher; e ainda descri\u00e7\u00e3o da arruma\u00e7\u00e3o detalhada da sala de jantar com&#8221;as velas azuis que queimariam at\u00e9 o fim&#8221;, na noite em que os dois amigos aos 75 anos afinal tiveram a conversa definitiva depois de 41 anos e dias sem se verem;Juan mencionou, inclusive, que o t\u00edtulo da tradu\u00e7\u00e3o portuguesa para este livro era mais fiel ao original \u2013&#8221; Velas que queimam at\u00e9 o fim&#8221; , ao que eu observei que As brasas tamb\u00e9m respeitava o clima do livro de fogo vivo at\u00e9 o fim;<\/p>\n<p>Hector aproveitou a deixa para malhar as tradu\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas, que algumas em ingl\u00eas eram melhores, que ler no original, sim, claro que sim \u2013 ponderei que mesmo ruins \u00e9 melhor haver tradu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o, e que se hoje temos tradu\u00e7\u00f5es melhores de um Dostoi\u00e9vski,por exemplo, \u00e9 porque algumas gera\u00e7\u00f5es de tradutores se aventuraram antes, dando-nos a ler autores de l\u00ednguas pouco conhecidas de n\u00f3s ; H\u00e9lio e Fernando que foram os \u00fanicos a trazer poesias h\u00fangaras para a roda, reclamaram tamb\u00e9m \u2013 n\u00e3o sabiam se eram tristes os poemas ou as tradu\u00e7\u00f5es;<br \/>\n(Continuo pensando: sem tradutores, como fazer esta e outras rodas de leitura?)<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o das personagens, muitos se confessaram irritados com o tamanho da fala do general Henrik em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s poucas informa\u00e7\u00f5es que o Capit\u00e3o Konrad deu sobre si e seus atos entre o dia de sua fuga (ele nega sempre ter fugido)e sua volta. Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro, Gil resumiu a \u00f3pera: &#8221; Fiquei estressada com o homem que n\u00e3o parava de falar , nem deixava o outro responder \u00e0s perguntas que fazia. Mas depois pensei que ele estava entalado h\u00e1 41 anos e tal. Ent\u00e3o, o melhor \u00e9 falar. Fala, meu filho&#8221;; Alguns consideram que a enorme fala do general feita para o seu antigo amigo sobre o que teria se passado no dia da ca\u00e7ada que foi o mesmo da fuga seria uma esp\u00e9cie de se mostrar afinal vitorioso, de mostrar que ele j\u00e1 sabia de tudo , que n\u00e3o fora enganado. Felipe considerou que o autor for\u00e7ara um pouco a barra, pois que um personagem militar, n\u00e3o acostumado a pensar sentimentalidades se mostrava filos\u00f3fico demais naquela conversa. Eu objetei que, no caso, n\u00e3o est\u00e1vamos diante de um personagem caricato, um militar obtuso, mas de um ser humano que trabalhara durante d\u00e9cadas as suas mem\u00f3rias, diversificando suas reflex\u00f5es. Lembrei \u00e0 prop\u00f3sito o livro Mem\u00f3rias, sonhos e reflex\u00f5es de Carl Jung, livro de cabeceira de Fernanda Montenegro que sua filha tentou v\u00e1rias vezes ler quando mo\u00e7a, s\u00f3 conseguindo quando envelheceu, como disse a sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>A jovem Pollyana observou que o v\u00f4mito verbal do general tinha a ver com os diversos sil\u00eancios que perpassam a rela\u00e7\u00e3o entre todos os personagens, desde os principais. Foram sendo lembrados, entre outros, os sil\u00eancios de Henrik \u2013 que nunca mais falou com a mulher por oito anos, at\u00e9 ela morrer, depois que descobre que sua mulher era amante do amigo \u2013Konrad, que pouco ou nada conta de sua casa ao amigo, Kriztina, que escreve num di\u00e1rio coisas que n\u00e3o consegue dizer ao marido; aos secund\u00e1rios: Nini, a ama de 91 que sempre sorri, sem nunca ter mencionado o nome de quem a engravidou para o pai que a expulsou de casa, a m\u00e3e estrangeira de Henrik que gostava de m\u00fasica e chorou durante uma valsa nos bra\u00e7os do Rei sem revelar nunca o motivo;<br \/>\nAcusado de covarde&#8221; por Kriztina (por n\u00e3o ter matado o general para fugir com ela? ) de fuj\u00e3o por Henrik, o personagem de Konrad, foi avaliado pela maioria das pessoas de nosso grupo como uma pessoa leal, que renuncia \u00e0 amante como uma prova de amor ao amigo; outros julgaram-no um invejoso sobretudo que muda-se por n\u00e3o aguentar mais sentir-se inferior;<\/p>\n<p>Adelaide e sua filha Izabella associaram ainda as diferen\u00e7as e tens\u00f5es entre os personagens como um espelho da vit\u00f3ria da Hungria sobre a Pol\u00f4nia \u00e0 \u00e9poca em que se passa o hist\u00f3ria do livro; Konrad de ascend\u00eancia polonesa , primo de Chopin e amante das artes sentir-se-ia tamb\u00e9m humilhado ,meio estrangeiro e empobrecido. Abandona o ex\u00e9rcito h\u00fangaro e nacionaliza-se como ingl\u00eas quando some;<\/p>\n<p>Com Juan apontando que a riqueza deste livro s\u00e3o justamente as infinitas leituras que ele proporciona a quem o abra e leia ou releia e com Felipe lendo um trecho de Miguel Souza Tavares sobre a import\u00e2ncia do amor mais que tudo entre os homens &#8220;aquilo que nos faz acordar tristes ou alegres de viver&#8221;, passamos \u00e0s contentezas mais concretas da mesa, j\u00e1 muito bem exercitados espiritualmente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a falta,abonada por todos, da nossa querida Roseana , por motivo dos mais felizes \u2013 o nascimento de sua neta Gabriela, de seu filho Andr\u00e9 com Dani Keiko \u2013 realizamos s\u00e1bado passado nossa reuni\u00e3o liter\u00e1ria sobre o livro As Brasas do h\u00fangaro S\u00e1ndorM\u00e1rai.. (Benvinda, Gabriela! Sa\u00fade!). H\u00e9lio e Fernando, membros honor\u00e1rios do grupo, compareceram para o debate, seguido de delicioso almo\u00e7o, entre antigos e novatos do Clube flutuante: Juan Arias, escritor e esposo de Roseana, os professores Felipe, Adelaide e Maria Clara, o poeta-vereador Chico Peres, seu irm\u00e3o C\u00e9sar e F\u00e1tima Alves, Hecto e Flora , Gil , a reaparecida Leila e os estreantes Jonas ,Pollyana e Lenivaldo Aus\u00eancias mais lembradas: as \u00c2ngelas. Incumbida,como leitora veterana, de subsistir Roseana na condu\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o, dei o chute inicial de que o livro tratava da forma\u00e7\u00e3o de uma longa amizade \u2013 entre Henrik e Konrad &#8211; desde a inf\u00e2ncia, intermediada pela forma\u00e7\u00e3o na maturidade de um tri\u00e2ngulo amoroso entre dois amigos e a mulher , que uma vez rompido, pela fuga sem explica\u00e7\u00e3o de Konrad teria causado consequ\u00eancias irrevers\u00edveis na vida dos tr\u00eas: o general Henrik esperaria por 41 anos e alguns dias a volta de seu amigo para apurar uma verdade. A minha hip\u00f3tese de que a hist\u00f3ria nos apresentaria um tri\u00e2ngulo amoroso na rela\u00e7\u00e3o entre os principais personagens gerou imediatamente acalorada diverg\u00eancia de opini\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a este ponto:se teria ou n\u00e3o havido um vetor homossexual entre os amigos no tri\u00e2ngulo que viveram.Leila disse n\u00e3o ter imaginado isso nenhuma vez sequer na leitura do livro, que nada havia de concreto, nem de sugestivo em rela\u00e7\u00e3o a isso. Fernando ponderou que se o pr\u00f3prio Konrad teria apresentado Kriztina ao amigo Henrik, vindo depois a torn\u00e1-la sua amante isso era sim ind\u00edcio de uma posse indireta do corpo do amigo; Jonas declarou que no come\u00e7o achou &#8220;que eles iriam se pegar&#8221;; Felipe fez uma coloca\u00e7\u00e3o pessoal de que j\u00e1 vivera amizade de um tipo assim bem estreita, de complementariedade, tamb\u00e9m seguida de afastamento e tinha sido mal-interpretada, sem nada de sexual ter havido, perguntou se as pessoas do grupo vivenciaram algo assim; muitos concordaram que viveram situa\u00e7\u00f5es sentimentais algo confusas. Chico, C\u00e9sar e Felipe leram \u00e0 prop\u00f3sito trechos do livro que falam da presen\u00e7a de Eros nas amizades, na leitura quando jovem e releitura da teoria de amor de Plat\u00e3o da personagem do general em sua busca de compreender a amizade; mencionei os ensaios de Montaigne sobre a amizade como uma rela\u00e7\u00e3o onde somos narcisos do outro \u2013 do amigo que possu\u00edmos; Juan, conduzindo-nos para um debate propriamente mais liter\u00e1rio do livro, lembrou trechos de grande qualidade po\u00e9tica como os da descri\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, feita pelo general, da ca\u00e7ada, em que Konrad apontando um cervo por detr\u00e1s de Henrik teria a oportunidade de mat\u00e1-lo se quisesse, fingir que sua morte teria sido fruto de um acidente para ficar com sua mulher; e ainda descri\u00e7\u00e3o da arruma\u00e7\u00e3o detalhada da sala de jantar com&#8221;as velas azuis que queimariam at\u00e9 o fim&#8221;, na noite em que os dois amigos aos 75 anos afinal tiveram a conversa definitiva depois de 41 anos e dias sem se verem;Juan mencionou, inclusive, que o t\u00edtulo da tradu\u00e7\u00e3o portuguesa para este livro era mais fiel ao original \u2013&#8221; Velas que queimam at\u00e9 o fim&#8221; , ao que eu observei que As brasas tamb\u00e9m respeitava o clima do livro de fogo vivo at\u00e9 o fim; Hector aproveitou a deixa para malhar as tradu\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas, que algumas em ingl\u00eas eram melhores, que ler no original, sim, claro que sim \u2013 ponderei que mesmo ruins \u00e9 melhor haver tradu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o, e que se hoje temos tradu\u00e7\u00f5es melhores de um Dostoi\u00e9vski,por exemplo, \u00e9 porque algumas gera\u00e7\u00f5es de tradutores se aventuraram antes, dando-nos a ler autores de l\u00ednguas pouco conhecidas de n\u00f3s ; H\u00e9lio e Fernando que foram os \u00fanicos a trazer poesias h\u00fangaras para a roda, reclamaram tamb\u00e9m \u2013 n\u00e3o sabiam se eram tristes os poemas ou as tradu\u00e7\u00f5es; (Continuo pensando: sem tradutores, como fazer esta e outras rodas de leitura?) Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o das personagens, muitos se confessaram irritados com o tamanho da fala do general Henrik em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s poucas informa\u00e7\u00f5es que o Capit\u00e3o Konrad deu sobre si e seus atos entre o dia de sua fuga (ele nega sempre ter fugido)e sua volta. Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro, Gil resumiu a \u00f3pera: &#8221; Fiquei estressada com o homem que n\u00e3o parava de falar , nem deixava o outro responder \u00e0s perguntas que fazia. Mas depois pensei que ele estava entalado h\u00e1 41 anos e tal. Ent\u00e3o, o melhor \u00e9 falar. Fala, meu filho&#8221;; Alguns consideram que a enorme fala do general feita para o seu antigo amigo sobre o que teria se passado no dia da ca\u00e7ada que foi o mesmo da fuga seria uma esp\u00e9cie de se mostrar afinal vitorioso, de mostrar que ele j\u00e1 sabia de tudo , que n\u00e3o fora enganado. Felipe considerou que o autor for\u00e7ara um pouco a barra, pois que um personagem militar, n\u00e3o acostumado a pensar sentimentalidades se mostrava filos\u00f3fico demais naquela conversa. Eu objetei que, no caso, n\u00e3o est\u00e1vamos diante de um personagem caricato, um militar obtuso, mas de um ser humano que trabalhara durante d\u00e9cadas as suas mem\u00f3rias, diversificando suas reflex\u00f5es. Lembrei \u00e0 prop\u00f3sito o livro Mem\u00f3rias, sonhos e reflex\u00f5es de Carl Jung, livro de cabeceira de Fernanda Montenegro que sua filha tentou v\u00e1rias vezes ler quando mo\u00e7a, s\u00f3 conseguindo quando envelheceu, como disse a sua m\u00e3e. A jovem Pollyana observou que o v\u00f4mito verbal do general tinha a ver com os diversos sil\u00eancios que perpassam a rela\u00e7\u00e3o entre todos os personagens, desde os principais. Foram sendo lembrados, entre outros, os sil\u00eancios de Henrik \u2013 que nunca mais falou com a mulher por oito anos, at\u00e9 ela morrer, depois que descobre que sua mulher era amante do amigo \u2013Konrad, que pouco ou nada conta de sua casa ao amigo, Kriztina, que escreve num di\u00e1rio coisas que n\u00e3o consegue dizer ao marido; aos secund\u00e1rios: Nini, a ama de 91 que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-2497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clube-de-leitura-da-casa-amarela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2497"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2497\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}