{"id":1896,"date":"2023-03-14T14:03:28","date_gmt":"2023-03-14T17:03:28","guid":{"rendered":"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/?p=1896"},"modified":"2023-03-14T14:03:28","modified_gmt":"2023-03-14T17:03:28","slug":"encontro-do-clube-de-leitura-da-casa-amarela-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2023\/03\/14\/encontro-do-clube-de-leitura-da-casa-amarela-3\/","title":{"rendered":"Encontro do Clube de Leitura da Casa Amarela"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1897\" src=\"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/WhatsApp-Image-2023-03-12-at-07.08.36-1024x768.jpeg\" alt=\"whatsapp-image-2023-03-12-at-07-08-36\" width=\"696\" height=\"522\" \/><\/p>\n<p>O mundo conhece Frida Kahlo. Ela est\u00e1 no imagin\u00e1rio. Est\u00e1 em objetos, canecas, camisetas, \u00e9 marca. Seus quadros, sua linguagem t\u00e3o dela, t\u00e3o sem etiqueta, flutuam em nosso imagin\u00e1rio como seus vestidos ind\u00edgenas, seus adere\u00e7os, seus penteados, seu macaquinho.<br \/>\nSua dor tamb\u00e9m est\u00e1 em nosso imagin\u00e1rio.<br \/>\nPor isso, para mergulharmos em Diego e Frida, lemos o livro Diego e Frida, de Le Cl\u00e9zio. Mergulhamos nesse amor pantagru\u00e9lico, amor-gal\u00e1xia, amor-buraco-negro.<br \/>\nDiego cobriu espa\u00e7os imensos com seus murais que contam a hist\u00f3ria do M\u00e9xico, seus murais extremamente povoados de gente.<br \/>\nFrida n\u00e3o se pendura em andaimes para pintar. Frida se pendura em sua dor, pinta em sua cama, diante de um espelho, as Fridas m\u00faltiplas, a dor ind\u00edgena. A sua solid\u00e3o, seus fetos abortados.<br \/>\nCom que lentes se pode julgar ou analisar esse amor, esse encontro de uma pomba com um elefante?<br \/>\nLe Cl\u00e9zio nos conta essa hist\u00f3ria imensa, monumental, que vai das revolu\u00e7\u00f5es mexicanas \u00e0s viagens desse casal ins\u00f3lito.<br \/>\nFrida entrando em sua grande exposi\u00e7\u00e3o na cidade do M\u00e9xico, em sua pr\u00f3pria cama, j\u00e1 t\u00e3o fraca, na beira da morte, na beira da vida, Frida aclamada, adorada.<br \/>\nPen\u00e9lope Martins era nossa convidada especial. A casa estava cheia de gente linda, de gente apaixonada por livros.<br \/>\nDesde 2010 nossos encontros s\u00e3o um espa\u00e7o de abra\u00e7os, muitas trocas e amor.<br \/>\nBruna Pinto , nossa leitora, conta que foi ver uma exposi\u00e7\u00e3o de Frida, no inverno, quando morou em Paris. Durante muitos dias, a fila era t\u00e3o grande, que ela ia e desistia. At\u00e9 que resolveu enfrentar a fila. Ela nos disse:<br \/>\n&#8211; Sa\u00ed da exposi\u00e7\u00e3o aos prantos. As dores de Frida s\u00e3o as dores de todas as mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo conhece Frida Kahlo. Ela est\u00e1 no imagin\u00e1rio. Est\u00e1 em objetos, canecas, camisetas, \u00e9 marca. Seus quadros, sua linguagem t\u00e3o dela, t\u00e3o sem etiqueta, flutuam em nosso imagin\u00e1rio como seus vestidos ind\u00edgenas, seus adere\u00e7os, seus penteados, seu macaquinho. Sua dor tamb\u00e9m est\u00e1 em nosso imagin\u00e1rio. Por isso, para mergulharmos em Diego e Frida, lemos o livro Diego e Frida, de Le Cl\u00e9zio. Mergulhamos nesse amor pantagru\u00e9lico, amor-gal\u00e1xia, amor-buraco-negro. Diego cobriu espa\u00e7os imensos com seus murais que contam a hist\u00f3ria do M\u00e9xico, seus murais extremamente povoados de gente. Frida n\u00e3o se pendura em andaimes para pintar. 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