{"id":1868,"date":"2023-01-17T16:37:19","date_gmt":"2023-01-17T18:37:19","guid":{"rendered":"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/?p=1868"},"modified":"2023-01-17T16:37:19","modified_gmt":"2023-01-17T18:37:19","slug":"clube-de-leitura-da-casa-amarela-32","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2023\/01\/17\/clube-de-leitura-da-casa-amarela-32\/","title":{"rendered":"Clube de Leitura da Casa Amarela"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1869\" src=\"http:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-16-at-10.15.03-1024x680.jpeg\" alt=\"whatsapp-image-2023-01-16-at-10-15-03\" width=\"696\" height=\"462\" \/>O Clube de Leitura da Casa Amarela, uma vez por ano muda de lugar e vai em Caravana, saindo da minha casa, para a Quinta da Harmonia, lugar bel\u00edssimo na zona rural de Saquarema, resid\u00eancia de dois leitores.<br \/>\nNo dia 14\/01 discutimos o livro da Irene Vallejo, O Infinito Em Um Junco.<br \/>\n\u00c9 um livro que est\u00e1 fincado em mim feito selo, tatuagem, marca indel\u00e9vel.<br \/>\nEntre ensaio, umas leves pitadas de fic\u00e7\u00e3o, biografia, mem\u00f3ria, tendo como ponto de partida a Mesopot\u00e2mia e a inven\u00e7\u00e3o da escrita, sem deixar de falar da oralidade, tem o livro como personagem principal, assim como as bibliotecas. O tempo vai e volta feito as ondas aqui nesse mar. Afinal, ler no kindle \u00e9 ler num pergaminho digital.<br \/>\nO Infinito em um junco me fez sentir a seguinte epifania:<br \/>\nfa\u00e7o parte, n\u00f3s, leitores, pertencemos a esse cl\u00e3 que desde t\u00e3o longe, lendo, escrevendo, copiando, publicando, \u00e0s vezes com risco de vida, somos parentes. Todos os leitores desde sempre s\u00e3o parentes.<br \/>\nClaro que excluo a escrita e leitura abomin\u00e1vel, que existe para aviltar e destruir o humano.<br \/>\nSenti esse fluxo, essa corrente, essa torrente, foi como uma ilumina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAs falas de todos foram bel\u00edssimas e cada leitor acrescentou tanto.<br \/>\nNosso Clube \u00e9 diverso, \u00e9 colorido.<br \/>\nEvelyn Kligerman , minha irm\u00e3, n\u00e3o pode ir, mas escreveu para que eu lesse:<\/p>\n<p>&#8220;Me abra\u00e7o nas primeiras palavras, vagueio pelas ruelas e bibliotecas do mundo ,<br \/>\nE todas as setas indicam o mesmo destino,<br \/>\nDestrui\u00e7\u00e3o, Ressurrei\u00e7\u00e3o,<br \/>\nDestrui\u00e7\u00e3o, Ressurrei\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que a palavra oral, escrita, impressa , renasce sempre. Lida, ouvida, queimada, vai brotar apesar de todas as barb\u00e1ries.&#8221;<\/p>\n<p>Ler este livro neste momento \u00e9 imprescind\u00edvel.<br \/>\n\u00c9 o que diz o texto acima.<br \/>\nNos momentos de terror os livros, mesmo quando queimados, s\u00e3o os pilares do recome\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m lemos Uma Boneca para Menitinha, da Pen\u00e9lope Martins e Tiago De Melo Andrade , para colocar no Clube uma pitada de maravilhoso. Esse pacto t\u00e3o poss\u00edvel entre o escritor e o leitor.<br \/>\nSe a boneca fala, a crian\u00e7a acredita sem nenhum problema. E n\u00f3s adultos? Sabemos transitar do imagin\u00e1rio ao real?<br \/>\nQuis terminar com uma ida at\u00e9 a inf\u00e2ncia, logo ali, a lind\u00edssima rela\u00e7\u00e3o entre av\u00f3s e netos.<br \/>\nO livro dos autores est\u00e1 carregado de s\u00edmbolos. Fala de amor e perda e reconstru\u00e7\u00e3o sempre, que \u00e9 o leitmotiv da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Clube de Leitura da Casa Amarela, uma vez por ano muda de lugar e vai em Caravana, saindo da minha casa, para a Quinta da Harmonia, lugar bel\u00edssimo na zona rural de Saquarema, resid\u00eancia de dois leitores. No dia 14\/01 discutimos o livro da Irene Vallejo, O Infinito Em Um Junco. \u00c9 um livro que est\u00e1 fincado em mim feito selo, tatuagem, marca indel\u00e9vel. Entre ensaio, umas leves pitadas de fic\u00e7\u00e3o, biografia, mem\u00f3ria, tendo como ponto de partida a Mesopot\u00e2mia e a inven\u00e7\u00e3o da escrita, sem deixar de falar da oralidade, tem o livro como personagem principal, assim como as bibliotecas. O tempo vai e volta feito as ondas aqui nesse mar. Afinal, ler no kindle \u00e9 ler num pergaminho digital. O Infinito em um junco me fez sentir a seguinte epifania: fa\u00e7o parte, n\u00f3s, leitores, pertencemos a esse cl\u00e3 que desde t\u00e3o longe, lendo, escrevendo, copiando, publicando, \u00e0s vezes com risco de vida, somos parentes. Todos os leitores desde sempre s\u00e3o parentes. Claro que excluo a escrita e leitura abomin\u00e1vel, que existe para aviltar e destruir o humano. Senti esse fluxo, essa corrente, essa torrente, foi como uma ilumina\u00e7\u00e3o. As falas de todos foram bel\u00edssimas e cada leitor acrescentou tanto. Nosso Clube \u00e9 diverso, \u00e9 colorido. Evelyn Kligerman , minha irm\u00e3, n\u00e3o pode ir, mas escreveu para que eu lesse: &#8220;Me abra\u00e7o nas primeiras palavras, vagueio pelas ruelas e bibliotecas do mundo , E todas as setas indicam o mesmo destino, Destrui\u00e7\u00e3o, Ressurrei\u00e7\u00e3o, Destrui\u00e7\u00e3o, Ressurrei\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que a palavra oral, escrita, impressa , renasce sempre. Lida, ouvida, queimada, vai brotar apesar de todas as barb\u00e1ries.&#8221; Ler este livro neste momento \u00e9 imprescind\u00edvel. \u00c9 o que diz o texto acima. Nos momentos de terror os livros, mesmo quando queimados, s\u00e3o os pilares do recome\u00e7o. Mas tamb\u00e9m lemos Uma Boneca para Menitinha, da Pen\u00e9lope Martins e Tiago De Melo Andrade , para colocar no Clube uma pitada de maravilhoso. Esse pacto t\u00e3o poss\u00edvel entre o escritor e o leitor. Se a boneca fala, a crian\u00e7a acredita sem nenhum problema. E n\u00f3s adultos? Sabemos transitar do imagin\u00e1rio ao real? Quis terminar com uma ida at\u00e9 a inf\u00e2ncia, logo ali, a lind\u00edssima rela\u00e7\u00e3o entre av\u00f3s e netos. O livro dos autores est\u00e1 carregado de s\u00edmbolos. Fala de amor e perda e reconstru\u00e7\u00e3o sempre, que \u00e9 o leitmotiv da vida.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2330,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-1868","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-clube-de-leitura-da-casa-amarela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1868"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1868\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}