{"version":"1.0","provider_name":"Roseana Murray","provider_url":"https:\/\/roseanamurray.com\/site","author_name":"admin","author_url":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/author\/admin\/","title":"Clube de Leitura da Casa Amarela - Heloisa Souza - Roseana Murray","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Cx4ki6ioZk\"><a href=\"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2026\/09\/14\/clube-de-leitura-da-casa-amarela-heloisa-souza\/\">Clube de Leitura da Casa Amarela &#8211; Heloisa Souza<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2026\/09\/14\/clube-de-leitura-da-casa-amarela-heloisa-souza\/embed\/#?secret=Cx4ki6ioZk\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Clube de Leitura da Casa Amarela &#8211; Heloisa Souza&#8221; &#8212; Roseana Murray\" data-secret=\"Cx4ki6ioZk\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/803107556_28219515700991403_8487175397406763763_n.jpg","thumbnail_width":805,"thumbnail_height":1010,"description":"Heloisa Souza E tudo come\u00e7ou com fatias de p\u00e3o e uma pasta de gr\u00e3o-de-bico\u2026 O Clube da Casa Amarela em mais um encontro. Come\u00e7amos com um v\u00eddeo de Roseana que falou os livros e sobre aquilo que, talvez, mais nos assuste em \u00c9 isto um homem?perceber que o horror n\u00e3o pertence apenas ao passado. O avan\u00e7o de discursos e pr\u00e1ticas nazistas em diferentes lugares do mundo nos lembra que a barb\u00e1rie n\u00e3o desaparece simplesmente porque os livros registraram suas marcas. \u00c9 preciso continuar lendo, lembrando e perguntando. Tamb\u00e9m lemos a carta de Celina Rozenblum, que compartilhou sua trajet\u00f3ria: a sa\u00edda do Brasil, a chegada a Tel Aviv e sua experi\u00eancia como terapeuta. Mais uma hist\u00f3ria de deslocamento, de pertencimento e de reinven\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o come\u00e7amos a discutir sobre os livros O livreiro de Gaza, de Rachid Benzine,que livro que narra o encontro de um fot\u00f3grafo franc\u00eas enviado para cobrir a destrui\u00e7\u00e3o dos bombardeios em Gaza, com um velho livreiro diante dos escombros de sua livraria, e do livro \u00c9 isto um homem? do Primo Levi . O encontro do Clube da Casa Amarela desta vez foi na casa de Maria Clara e Renato abriu suas portas para receber o grupo. O horror em Gaza \u00e9 descrito com uma linguagem t\u00e3o po\u00e9tica, que nos faz suportar a narrativa t\u00e3o dolorosa.Em \u00c9 isto um homem?, Primo Levi nos conduz a outro lugar de horror: os campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas. Ali, a sobreviv\u00eancia parece colocar tudo em suspens\u00e3o. Os valores, a solidariedade, a moral, aquilo que imaginamos constituir a nossa humanidade. Levi nos obriga a olhar para o homem quando quase tudo lhe foi retirado e, justamente por isso, deixa uma pergunta que atravessa o tempo: o que permanece de humano quando sobreviver passa a ser a \u00fanica urg\u00eancia? E a conversa sobre esses dois livros \u2014 t\u00e3o distantes geograficamente, t\u00e3o pr\u00f3ximos na experi\u00eancia da viol\u00eancia e da desumaniza\u00e7\u00e3o \u2014 foi ganhando corpo e crescendo em emo\u00e7\u00e3o. Fechando com a leitura de Eul\u00e1lia do livro para as inf\u00e2ncias Fuma\u00e7a. Maria Clara e Renato, com Vanda e Samuel, prepararam um almo\u00e7o especial. Sobre a mesa, pratos \u00e1rabes e judeus. Comida como encontro, como mem\u00f3ria, como possibilidade de aproxima\u00e7\u00e3o entre hist\u00f3rias que tantas vezes foram separadas pela guerra, pela pol\u00edtica e pelo \u00f3dio. Voltemos ao p\u00e3o. Talvez n\u00e3o pudesse ter o in\u00edcio de outra maneira sem este sagrado elemento. O p\u00e3o sempre esteve presente no nosso Clube. Roseana costuma preparar um p\u00e3o para receber os amigos em sua Casa Amarela. Em quase ritual: partir o p\u00e3o, repartir a conversa, acolher quem chegava. Mas hoje o p\u00e3o carregou outras hist\u00f3rias. O mesmo p\u00e3o que, nos campos de concentra\u00e7\u00e3o, podia transformar-se em moeda de troca. O p\u00e3o que faltava aos refugiados em Gaza. O p\u00e3o que, durante muito tempo, tamb\u00e9m faltou \u00e0 mesa de tantas fam\u00edlias brasileiras antes das pol\u00edticas p\u00fablicas de distribui\u00e7\u00e3o de renda. H\u00e1 coisas que parecem pequenas at\u00e9 que a hist\u00f3ria passe por elas. Um peda\u00e7o de p\u00e3o pode ser alimento. Pode ser troca. Pode ser mem\u00f3ria. Pode ser acolhimento. Pode ser a diferen\u00e7a entre a fome e a espera. E talvez seja por isso que continuamos nos reunindo em torno dos livros e das mesas. Porque ler \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de partir o p\u00e3o. \u00c9 repartir hist\u00f3rias, dores, mem\u00f3rias e perguntas. \u00c9 tentar compreender o outro antes que o outro seja transformado em inimigo. &nbsp;"}