{"version":"1.0","provider_name":"Roseana Murray","provider_url":"https:\/\/roseanamurray.com\/site","author_name":"admin","author_url":"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/author\/admin\/","title":"Vera Teixeira de Aguiar - Roseana Murray","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"wkUHlFDB5V\"><a href=\"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2018\/12\/18\/vera-teixeira-de-aguiar\/\">Vera Teixeira de Aguiar<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/roseanamurray.com\/site\/2018\/12\/18\/vera-teixeira-de-aguiar\/embed\/#?secret=wkUHlFDB5V\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Vera Teixeira de Aguiar&#8221; &#8212; Roseana Murray\" data-secret=\"wkUHlFDB5V\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/roseanamurray.com\/site\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","description":"O FARDO PO\u00c9TICO DE ROSEANA MURRAY &nbsp; Vera Teixeira de Aguiar &nbsp; RESUMO No panorama da poesia infantil e juvenil brasileira, destaca-se Roseana Murray (1950), respons\u00e1vel por uma obra cont\u00ednua iniciada em 1980, com mais de 100 livros de poesia para crian\u00e7as e jovens. Ao longo de sua carreira, dedicada inteiramente ao fazer po\u00e9tico, \u00e9 condecorada com in\u00fameros pr\u00eamios liter\u00e1rios, tamb\u00e9m fazendo parte da Lista de Honra do International Board on Books for Young People\/IBBY, que abriga os melhores autores de literatura infantojuvenil do mundo. Todas essas l\u00e1ureas nos permitem avaliar a dimens\u00e3o de seu trabalho que, de h\u00e1 muito, vem atravessando fronteiras. &nbsp; ABSTRACT In the panorama of Brazilian literature for young people, Roseana Murray (1950) is a reference; she has been writing nonstop since 1980 and has over 100 poetry books for children. She has dedicated her life to poetry and has gained recognition with several awards; also, she is part of the Honor list in the International Board on Books for Young people \/ IBBY, which takes on world&#8217;s best authors in the segment. Such accomplishments allow us to asses the dimension of the author&#8217;s work, which has reached broad horizons for some time.\u00a0 &nbsp; Quando Roseana Murray (1950) estreia na literatura, a poesia destinada a crian\u00e7as e jovens j\u00e1 conta com uma experi\u00eancia de quase um s\u00e9culo no Brasil. Embora o primeiro livro de grande sucesso seja Poesias infantis, de Olavo Bilac (1865-1918), publicado em 1904, antes dele, nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, j\u00e1 aparecem exerc\u00edcios po\u00e9ticos, como elogios, conselhos e cumprimentos por datas festivas, conforme lembra Lu\u00eds Camargo (2009). Ainda vale citarmos Flores do campo, de Jos\u00e9 Fialho Dutra (1855 &#8211; ?), editado em 1882, que, em sua introdu\u00e7\u00e3o \u201cAo benigno leitor\u201d, acentua a inten\u00e7\u00e3o de oferecer temas c\u00edvicos, escolares, religiosos e sentimentais, em tom acentuadamente educativo. \u00c0 normatividade desses textos, certamente, os versos l\u00fadicos de Bilac se op\u00f5em, agradando deveras \u00e0 inf\u00e2ncia, embora entre eles se misturem ainda aqueles que visam incentivar boas atitudes por meio da poesia. \u00a0No entanto, o ritmo cadenciado da redondilha maior e as imagens familiares t\u00edpicas de Bilac caem no gosto dos pequenos, que repetem os versos de \u201cO trabalho\u201d: &nbsp; Tal como a chuva ca\u00edda Fecunda a terra, no estio, Para fecundar a vida O trabalho se inventou. (p.115) &nbsp; A partir de ent\u00e3o, o g\u00eanero oscila entre as duas vertentes \u2013 pedagogismo e preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica \u2013 com vantagens para a primeira, obstinada em ensinar e transmitir valores \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es. A situa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a mudar em 1943, com O menino poeta, de Henriqueta Lisboa (1901-1985), que privilegia o olhar da crian\u00e7a e o car\u00e1ter l\u00fadico do fazer po\u00e9tico. \u00a0Em versos curtos e animados, a autora aproxima-se da inf\u00e2ncia: &nbsp; O menino poeta quero ver de perto quero ver de perto para me ensinar as bonitas coisas do c\u00e9u e do mar. (p.39) &nbsp; Cec\u00edlia Meireles (1901-1964) consolida tal vis\u00e3o em 1964, quando Ou isto ou aquilo resguarda todas as conquistas de inventividade e liberdade da arte instauradas pelo Modernismo em d\u00e9cadas anteriores. Nesse sentido, o livro infantil mant\u00e9m a tem\u00e1tica intimista da poeta, que cultua a fugacidade da vida e a espiritualidade, acentuada, conforme aponta Miguel Sanches Neto (2001), mesmo atrav\u00e9s dos motivos infantis, como vemos em \u201cO vestido de Laura\u201d: &nbsp; Que as estrelas passam, borboletas, flores perdem suas cores. &nbsp; Se n\u00e3o formos depressa, acabou-se o vestido todo bordado e florido! (p. 44) &nbsp; \u00a0Seguem-se outros autores consagrados, como M\u00e1rio Quintana (1906-1994), que faz sucesso em 1968, com P\u00e9 de pil\u00e3o, cujos versos l\u00fadicos e bem cadenciados est\u00e3o at\u00e9 hoje no gosto do p\u00fablico, e Vin\u00edcius de Moraes (1913-1980), que, em 1970, re\u00fane seus poemas dispersos na conhecida obra A arca de No\u00e9, que recebe, inclusive, vers\u00e3o musical. Desde ent\u00e3o, uma gama consider\u00e1vel de poetas tem se dedicado a tal produ\u00e7\u00e3o, no esfor\u00e7o de criar sons, ritmos e imagens que expressem os modos de ver e sentir o mundo dos novos leitores. Desse panorama, avulta Roseana Murray, nascida em 1950, no Rio de Janeiro, filha dos imigrantes poloneses Lejbus Kligerman e Bertha Gutman Kligerman, que v\u00eam para o Brasil antes da Segunda Guerra fugindo do antissemitismo. Respons\u00e1vel por uma obra cont\u00ednua iniciada em 1980, ela \u00e9 autora de mais de 100 livros de poesia para crian\u00e7as e jovens. Graduada em L\u00edngua e Literatura Francesa pela Universidade de Nancy, por meio da Alian\u00e7a Francesa, dedica-se inteiramente ao fazer po\u00e9tico. \u00c9 condecorada, ao longo de sua carreira, com os Pr\u00eamios: Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edtica de Arte\/APCA, na categoria \u201cPoesia Infantil\u201d; \u201cO Melhor de Poesia\u201d da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Livro Infantil e Juvenil\/FNLIJ (por quatro vezes); Pr\u00eamio Academia Brasileira de Letras\/ABL para \u201cLivro Infantil\u201d. Recebe, ainda, por diversas vezes, o selo \u201cAltamente Recomend\u00e1vel\u201d da FNLIJ. Tamb\u00e9m faz parte da Lista de Honra do International Board on Books for Young People\/IBBY, que abriga os melhores autores de literatura infantojuvenil do mundo. Todas essas l\u00e1ureas nos permitem avaliar a dimens\u00e3o do trabalho de Roseana que, de h\u00e1 muito, vem atravessando fronteiras. A escritora afirma que, ao come\u00e7ar, n\u00e3o teve em vista escrever diretamente para os pequenos, mas, de certa forma, s\u00e3o eles que se identificam com seus poemas. Na verdade, sua ampla obra pode ser lida por todas as idades. Contudo, os projetos editoriais de seus livros, ricamente ilustrados por artistas reconhecidos, t\u00eam apresenta\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel para o p\u00fablico infantil e juvenil. Alguns t\u00edtulos contam com reedi\u00e7\u00f5es que ganham novos formatos, incluindo um trabalho gr\u00e1fico e imag\u00e9tico mais atualizado esteticamente. O primeiro livro de Roseana \u00e9 Fardo de carinho, publicado em 1980 pela Editora Murinho e reeditado em 1985 e 2009, com ilustra\u00e7\u00f5es de Elvira Vigna. Eis a estrofe de abertura: Vaga-lume lume lume ilumina meu caminho que eu carrego um fardo de carinho (s.p.) &nbsp; O volume j\u00e1 traz, em seu t\u00edtulo, a concep\u00e7\u00e3o de poesia da autora, que faz um jogo antit\u00e9tico de sentidos: \u201cfardo\u201d \u00e9 um volume pesado, algo dif\u00edcil de suportar que, por extens\u00e3o, implica responsabilidade e cuidado; \u201ccarinho\u201d, por sua vez, significa afeto, delicadeza,"}