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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Roseana Murray</provider_name><provider_url>https://roseanamurray.com/site</provider_url><author_name>admin</author_name><author_url>https://roseanamurray.com/site/author/admin/</author_url><title>Vera Maria Tietzmann Silva - Roseana Murray</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="iOgacoopvm"&gt;&lt;a href="https://roseanamurray.com/site/2013/01/02/vera-maria-tietzmann-silva/"&gt;Vera Maria Tietzmann Silva&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://roseanamurray.com/site/2013/01/02/vera-maria-tietzmann-silva/embed/#?secret=iOgacoopvm" width="600" height="338" title="&#x201C;Vera Maria Tietzmann Silva&#x201D; &#x2014; Roseana Murray" data-secret="iOgacoopvm" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script&gt;
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</html><description>Roseana Murray: poemas para ler na escola Poesia juvenil, um terreno pouco trilhado. A ideia de se fazer um tipo especial de texto para o adolescente &#xE9; relativamente nova. As gera&#xE7;&#xF5;es passadas, que se iniciavam na leitura pelos quadrinhos e livros infantis, passavam &#xE0;s novelas de aventuras e, destas, aos grandes ficcionistas e poetas, fazendo essa transi&#xE7;&#xE3;o de modo natural, sem traumas ou dificuldades. Quando os horm&#xF4;nios promoviam suas mudan&#xE7;as no corpo, e o anseio amoroso ou as d&#xFA;vidas existenciais avassalavam a mente e inquietavam o cora&#xE7;&#xE3;o, meninos e meninas buscavam nos poetas consagrados a voz capaz de expressar em palavras o que eles pr&#xF3;prios sentiam. Liam, ent&#xE3;o, indiscriminadamente poetas cl&#xE1;ssicos e modernos, portugueses e brasileiros, de Castro Alves a Vin&#xED;cius, de Cam&#xF5;es a Cec&#xED;lia. N&#xE3;o se cogitava a hip&#xF3;tese de existir uma poesia voltada para a adolesc&#xEA;ncia. Nos anos 70, com a expans&#xE3;o editorial e a intensa oferta de livros para a crian&#xE7;a e o jovem, esse p&#xFA;blico passou a ter acesso a uma produ&#xE7;&#xE3;o cultural espec&#xED;fica e atraente. Contudo, a presen&#xE7;a da literatura infantil e juvenil na escola parece ter acompanhado a divis&#xE3;o das s&#xE9;ries, predominando as obras infantis, voltadas para a primeira fase do Ensino Fundamental, havendo menos op&#xE7;&#xF5;es para pr&#xE9;-adolescentes e adolescentes. [1] Texto publicado na colet&#xE2;nea de artigos cr&#xED;ticos Olhar o poema: teoria e pr&#xE1;tica do letramento po&#xE9;tico, organizada por D&#xE9;bora Cristina dos Santos e Silva, Goiandira Ortiz de Camargo e Maria Severina Batista Guimar&#xE3;es (Goi&#xE2;nia: C&#xE2;none Editorial, 2012), p.165-177. Ainda assim, a chamada literatura juvenil, de contornos e limites t&#xE3;o imprecisos quanto os do f&#xED;sico e da mente de seus leitores, sem d&#xFA;vida existe e vem merecendo a aten&#xE7;&#xE3;o da cr&#xED;tica especializada, servindo j&#xE1; h&#xE1; algum tempo de corpus de an&#xE1;lise para disserta&#xE7;&#xF5;es e teses acad&#xEA;micas. Uma consulta aos cat&#xE1;logos das editoras logo deixa perceber que sob o r&#xF3;tulo de juvenil h&#xE1; um imenso n&#xFA;mero de novelas e contos, por&#xE9;m escassos livros de poemas. A faixa fronteiri&#xE7;a entre o infantil e o adulto, o reduzido espa&#xE7;o que permeia essas duas fases da vida, parece estreitar-se ainda mais quando se entra no dom&#xED;nio do po&#xE9;tico. Em boa parte dos livros de poemas declaradamente juvenis observa-se que a qualidade est&#xE9;tica com frequ&#xEA;ncia deixa a desejar, seja pela banalidade do conte&#xFA;do, seja pela indig&#xEA;ncia das solu&#xE7;&#xF5;es formais &#x2013; s&#xE3;o poucas as obras que merecem o nome de poesia. Nesse cen&#xE1;rio, a obra de Roseana Murray destaca-se pela excel&#xEA;ncia. Roseana Murray, que estreou na literatura em 1980 com um livro de poemas para a inf&#xE2;ncia, inclui-se entre os primeiros poetas a contemplar o p&#xFA;blico jovem. Desde a d&#xE9;cada de 80, ela vem construindo uma obra s&#xF3;lida e constante, de amplo reconhecimento da cr&#xED;tica, o que se evidencia nas sucessivas premia&#xE7;&#xF5;es e nos estudos cr&#xED;ticos sobre sua obra, realizados principalmente nos programas de p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o em Letras. Roseana tamb&#xE9;m incursionou na fic&#xE7;&#xE3;o, mas seu territ&#xF3;rio essencial &#xE9; a poesia, que ela produz em diversas modula&#xE7;&#xF5;es, ora mais voltada para crian&#xE7;as, ora para jovens ou mesmo para leitores adultos. As grada&#xE7;&#xF5;es de tom, l&#xE9;xico, tem&#xE1;tica ou recursos estil&#xED;sticos &#xE0;s vezes s&#xE3;o t&#xE3;o sutis que se levanta a d&#xFA;vida sobre qual seria, afinal, o p&#xFA;blico-alvo pretendido. Frequentemente &#xE9; no formato e no projeto gr&#xE1;fico, ou, ainda, no cat&#xE1;logo da editora, mais do que nos textos em si, que o leitor vai encontrar esse esclarecimento. Se o destinat&#xE1;rio dos poemas de Roseana Murray nem sempre &#xE9; declarado, a sua leitura autoriza duas certezas: de que se est&#xE1; diante de textos genuinamente po&#xE9;ticos e de que a autora n&#xE3;o subestima seu leitor com facilita&#xE7;&#xF5;es de linguagem e obviedades de assuntos. Poesia, um modo especial de ver a realidade Mais do que a t&#xED;pica disposi&#xE7;&#xE3;o na mancha gr&#xE1;fica ou a valoriza&#xE7;&#xE3;o do estrato sonoro da l&#xED;ngua, o poema se revela como tal por constituir um modo especial de olhar. O poeta observa o mundo com um olhar novo, como se o visse pela primeira vez. O leitor, diante do texto, revive essa capacidade de ter um olhar inaugural, capaz de ver poeticamente as coisas mais banais. Por isso, todo poema bem constru&#xED;do deve surpreender o leitor, seja pela originalidade do enfoque, seja pelo uso criativo da linguagem. Um poema se faz com uma constela&#xE7;&#xE3;o de imagens. Sim, porque &#xE9; de fato nas imagens que se alicer&#xE7;a a linguagem po&#xE9;tica. A palavra ou locu&#xE7;&#xE3;o que corporifica a imagem &#x2013; em geral um substantivo concreto que se deixa visualizar na mente de quem l&#xEA; &#x2013; marca-se pela densidade e se intensifica pela repeti&#xE7;&#xE3;o. A leitura de um texto po&#xE9;tico pede uma atitude especial do leitor: atenta, alerta, dispon&#xED;vel, isso porque cabe a ele fazer o preenchimento dos espa&#xE7;os do n&#xE3;o dito, a tradu&#xE7;&#xE3;o das met&#xE1;foras e alegorias, o desvendamento daquilo que &#xE9; apenas sugerido, a descoberta das alus&#xF5;es a outros textos e autores. Ora, quem concede esse papel de parceria no jogo po&#xE9;tico, como faz Roseana Murray, parte do pressuposto de que seu leitor &#xE9; inteligente. O leitor de poesia precisa estar atento &#xE0;s peculiaridades da dic&#xE7;&#xE3;o po&#xE9;tica para ser capaz de fru&#xED;-la em sua justa medida. Para tanto, ele deve ter o ouvido agu&#xE7;ado para apreciar o jogo das sonoridades que, como a m&#xFA;sica, evoca sentimentos e sensa&#xE7;&#xF5;es, refor&#xE7;ando o que as palavras dizem. E ele precisa ter tamb&#xE9;m a vis&#xE3;o desenvolvida, ser capaz de &#x201C;ver com a imagina&#xE7;&#xE3;o&#x201D;, visualizar mentalmente em cores, formas e volumes aquilo que as imagens po&#xE9;ticas apenas sugerem. Para perceber as imagens e reconhecer as intertextualiza&#xE7;&#xF5;es, escondidas aqui e ali sob a capa de alus&#xF5;es, o leitor de poesia n&#xE3;o pode ser um ne&#xF3;fito. Ele precisa ter alguma experi&#xEA;ncia de leitura, ser capaz de ir al&#xE9;m da superf&#xED;cie dos versos. Por isso, esses recursos estil&#xED;sticos s&#xE3;o menos frequentes nos poemas infantis, onde os jogos sonoros e as brincadeiras com as palavras, que as crian&#xE7;as tanto apreciam, s&#xE3;o mais presentes. Al&#xE9;m disso, o leitor precisa desarmar-se das peias do pensamento l&#xF3;gico e abrir-se &#xE0; imagina&#xE7;&#xE3;o sem r&#xE9;deas, como faz nos momentos de sonho ou de devaneio. Isto porque a poesia reside</description></oembed>
