Clube de Leitura do Vale Criativo

Discutir a peça Liberdade, Liberdade, do Millôr Fernandes e Flávio Rangel, foi uma tarefa poética muito potente.

Assisti a peça com 14 anos e algumas cenas ficaram todos estes anos intactas dentro de mim.

Um leitor, o Cláudio, encontrou a gravação no Spotify e ouvir Nara Leão cantando e a voz incrível do Paulo Autran, as cadeiras rangendo, depois de ler o livro, foi viajar no tempo.

Impressionante este espetáculo Resistência, cujo fio condutor, numa colagem costurada com sangue é a palavra Liberdade, desde a Grécia antiga com o envenenamento de Sócrates, até sempre.

A peça, encenada em 1965 e proibida logo depois, é atualíssima, nessa saudade que muitos sentem da tirania.

O poema Liberdade, do Paul Éluard, foi lido em voz alta por todos, cada um falando uma estrofe.

Nosso encontro, regado a amor, vinho e delícias, é acalanto.

O Clube entra em recesso e volta em janeiro.