Café, pão e texto

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Devo dizer que hoje recebi as 29 professoras (e um professor) mais incríveis do mundo.

Vieram de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense e todo mundo sabe que lá não é o Leblon.

Muita garra, muito desejo de fazer a diferença, de salvar a vida tão precária dos seus alunos e alunas.

Fiquei maravilhada com todos os relatos.

Já começou pela chegada: abraços, muita emoção e duas orquídeas lindas e um vaso de girassol.

Hoje a minha casa está cheia de flores.

Foram duas horas imensas e intensas!

Sugeri que elas almoçassem no Girassol, que tem um preço especial para as professoras que recebo e fica na frente do mar. Aceitaram a sugestão.

Eu não conseguia telefonar, então pedi pro Samuel, nosso jardineiro, ir até lá de bicicleta avisar.

Tudo certo, mas uma meia hora depois toca a campainha e vou atender. Um rapaz me diz que é o cozinheiro do restaurante e precisava saber quantas pessoas queriam carne e quantas pessoas queriam peixe.

A maioria queria peixe.

Acho que é a primeira vez que um cozinheiro vai na casa do cliente anotar o pedido!

Do encontro de hoje, 29 professoras e um professor, nasceu o desejo de criarem um grupo para troca de experiências.

Fiquei maravilhada com a consciência de todos de que precisam fazer o melhor para salvar aquelas crianças. Algumas chegam ao quarto ano sem saber ler direito!

Mas foram muitas sugestões e a coragem de tentar conseguir recuperá-las.

A mesa do café, com a ajuda do meu anjo da guarda Vanda de Oliveira, estava linda.

Tudo aconteceu em torno das questões que elas foram levantando.

E depois fotos no jardim, autógrafos e outros abraços na partida.

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