Clube de Leitura da Casa Amarela

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A Quinta da Harmonia fica entre o sonho e o delírio. É um dos lugares mais belos que conheço, na zona rural de Saquarema e foi lá o nosso encontro do Clube de Leitura da Casa Amarela.

O livro era Terra sem Mapa, do uruguaio Ángel Rama. Éramos muitos.

Juan Arias começou falando da sua infância na Galícia, no fim da Guerra Civil, nos contou que aquelas memórias do livro poderiam ser as suas.

Mas o livro acordou em quase todos alguma terra sem mapa, as nossas próprias memórias.

Trouxemos relatos da nossa infância.

Concordamos que o livro está dividido em cenas, como pinturas e não capítulos.

Concordamos que sua escrita consegue com sua beleza um esgarçamento das nossas emoções.

Mas nem todos concordaram. Máximo, cineasta italiano, achou a sua linguagem artificial.

Felipe Lacerda achou o livro sentimental demais.

O livro é narrado sob o ponto de vista de uma menina pequena e muitas vezes me trouxe Miguilim.

Depois só Juan e Maria Clara falaram um poema do Antonio Machado. Porque já era tarde, porque o tempo começou a nos atropelar.

Tínhamos fome.

Havia um clima tão festivo no Clube, uma espécie de festa de Natal e de fim de ano, com tanta alegria, que parecia que poderíamos voar. Brindamos ao Clube: literatura, vinhos, amizade. Aos anfitriões Hélio e Fernando que nos receberam da maneira mais linda.

Depois do almoço tivemos sorteio de livros e fomos ficando até o fim da tarde na Quinta da Harmonia, que não parece de verdade, parece um filme, ou as páginas de um livro maravilhoso.

Vida longa ao nosso Clube.

O próximo encontro será no dia 24 de fevereiro. O livro: Os Tambores de São Luís, Josué Montello e o poeta Cruz e Souza.

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