Vinte e sete professoras de Itaboraí (bastidores)

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Receber vinte e sete professoras para o Café, Pão e Texto, é tarefa maravilhosa. Há toda uma preparação prévia. Encomendo o empadão de legumes alguns dias antes da Liliam, filha da Vanda, a minha caseira. Samuel vai buscar o empadão de bicicleta.
Acordo muito cedo para fazer o pão. Quero que saia do forno às 8.30 h, para que comam o pão quentinho. Hoje ralei tomate para passar no pão, receita espanhola, muito simples: rala-se o tomate no lado grosso com casca e tudo. A casca fica inteira na mão da gente, e então, a gente põe azeite e sal.
Bolos e café com leite, sucos também. Ah, a toalha mais linda, que comprei em Olinda com Joana Cavalcânti e Conceição Cavalcânti, num domingo inesquecível.
Separo os livros .Estão ao alcance da mão. Mas nunca tenho um roteiro prévio. Tudo vai se desenrolando naturalmente. Vou puxando o fio da meada.
Todo mundo quer fotos. Todo mundo quer abraços. Todo mundo quer carinho e autógrafos.
Falamos poesia, falamos vida. O que podemos fazer, o que está ao nosso alcance.
E assim, juntando um poema no outro, um desejo de mudança no outro, uma inquietação na outra, um assombro no outro, o tempo escorre das nossas mãos e já fica um gosto de sabor indefinido, uma certa nostalgia : saudade.

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